Iron Maiden – 20 de Setembro 2013

Olá amiguinhos hoje vou falar sobre o último show do Iron Maiden aqui em São Paulo, que foi o mesmo show do Rock in Rio. Única diferença é que um eu estava lá e o outro eu vi pela tv.

Esse foi meu 5º show do Iron Maiden e discordo totalmente da máxima “quem já viu um já viu todos”, mudam algumas coisas, mas outras estão lá e justamente por isso você tem boas surpresas e ainda assim vê exatamente o que espera.

Confesso que estava inseguro sobre ir ou não nesse show. O preço estava alto e a taxa de conveniência encarecia mais ainda. Afinal eu devo ser um dos únicos trouxas que ainda compra ingresso sem ser de estudante. Mas um amigo foi até a bilheteria do distante estádio do Morumbi e comprou para mim sem a conveniente taxa.

Ghost, Slayer e Iron. Ok, ficou justo, vamos ver.

Mais um ingresso pra coleção. ;D

Mais um ingresso pra coleção. ;D

Na compra eu não sabia que estaria de férias, então não me preocupei muito com o Ghost, já havia escutado alguma coisa e não gostei muito e nunca entendi o frenesi sobre essa bandinha.

Mas de férias tudo muda, fui tranquilamente e cedo para o show. Deu tempo até de tirar foto com o Eddie – o monstro – e ficar papeando com os amigos antes do show começar.

Logo após o por do sol, começou a apresentação do Ghost e logo de cara a constatação que o som não estava bom. Inicialmente achei que era birra/implicância por causa da banda, mas o som estava baixo e mal equalizado.

Sobre o Ghost. Acho bacana essa história do visual, da aparência, de construir um espetáculo completo, teatral e com mais que a música, porém, a música é o ponto principal e também maior falha dessa banda. Essa coisa de mistério sobre os membros e todas as polêmicas só servem para esconder o fracasso musical. Oh como eles são extremos! Oh como eles são maus! Oh como eles tocam mal, mas ninguém da muita bola pra isso.

Enfim, se tivesse desconto para entrar depois do show do Ghost eu teria feito isso, afinal Slayer é uma banda que vale a pena pagar para ver.

Ah o bom e velho Slayer. Uma das primeiras bandas polemicas, agressivas e tudo mais. Mas sempre foram de cara limpa e boa parte da maldade a gente sabe que é parte do show.
Mas a banda está manca, sem o falecido Jeff Hanneman e o monstro Dave Lombardo a coisa ficou mais artificial. Talvez apenas uma percepção sugerida apenas por quem acompanha a banda? Talvez sim, mas alguma coisa faltava naquele show.

Claro, o SOM! O Slayer é uma banda mais crua, sem fogos de artifício, bonecos gigantes, mascaras e grandes efeitos teatrais. São uns caras tocando, mas como o som estava terrível, a banda ficou sem ter o que apresentar.

As primeiras músicas estão muito ruins e durante o show alguns ajustes foram feitos, mas nada que salvasse a apresentação. Em alguns momentos o som abria e ficava ótimo mas era rapidamente ajustado para pior novamente.

Ao final teve uma homenagem ao defunto/demitido Hanneman que soou um pouco forçada, já que algum tempo antes de falecer Jeff havia sido demitido da banda. Algumas pessoas podem dizer que ele estava doente, mas acho que não precisava demitir. Deixa o cara oficialmente na banda e é isso. Acabou ficando muito corporativo.

Restava o Iron Maiden. Conhecido pela excelência britânica. Pelo know-how acumulado de anos de estrada. Por todo peso que uma grande banda que arrasta 40 mil pessoas para um show tem. Claro que os problemas com som não iam se repetir.

Mas se repetiram, não só no show em São Paulo mas na transmissão do Rock in Rio.

Pratos, chimbal, bumbo, baixo, guitarra base … tudo foi sumáriamente cortado pela equalização/volume do som. Falando com algumas pessoas que estavam na pista vip, elas me falaram que o som não estava incrível mas estava bom.

Ou seja, agora a pista vip vai ter como “diferencial” você conseguir ouvir a banda? Fora da vip você fica com o que sobrar do som e é isso?

Acabou virando um show de imagens, fogos de artifício e imaginação. O que você não ouvia a sua memória sonora completava mentalmente.

O setlist foi o seguinte:

  • Moonchild
  • Can I Play with Madness
  • The Prisoner
  • 2 Minutes to Midnight
  • Afraid to Shoot Strangers
  • The Trooper
  • The Number of the Beast
  • Phantom of the Opera
  • Run to the Hills
  • Wasted Years
  • Seventh Son of a Seventh Son
  • The Clairvoyant
  • Fear of the Dark
  • Iron Maiden
  • -x-x-x-x-
  • Churchill’s Speech
  • Aces High
  • The Evil That Men Do
  • Running Free

 

O show foi uma homenagem ao grande Seventh Son of Sevent Son. Pra mim o melhor disco do Iron Maiden.

Menos melódico, mais sombrio e quase conceitual esse disco é uma obra prima na minha opinião.

Uma grande montagem de palco garantiu bem o clima do show, que acompanhou toda estética do disco e singles.

As grandes músicas desse show foram “The Prisoner”, “Phantom of the Opera” e “Seventh Son of a Seventh Son”. A Seventh teve uma reprodução da imagem interna que é uma das mais bacanas que o Riggs já fez.

Eddie do Seventh Son of Seventh Son

Eddie do Seventh Son of Seventh Son

Algumas pessoas estranharam o encerramento do show com “Running Free”, mas eu acho que ela é a música perfeita para terminar o show. Tem um tempo legal para fazer as apresentações e brincadeiras.

No show do Rock in Rio ainda teve um momento peculiar. Aproveitando a grande audiencia do festival o sr Bruce resolveu fazer um merchan da sua cerveja.

Ele disse que a cerveja dali era tão ruim que ele teve que trazer a sua própria. Fico imaginando se ele estava achando ruim um festival patrocinado da Heineken imagina se fosse um regado a Budweiser, Itaipava ou algumas das porcarias de milho que insistem em chamar de cerveja.

Claro que foi intencionalmente provocativo. Hoje li alguns comentários dizendo que o Iron Maiden nunca mais volta ao festival por ter irritado o maior patrocinador. Digo apenas isso: O Rock in Rio precisa do Iron Maiden e não o contrário.

Prova disso foi o show em São Paulo ter ocorrido dias antes e ter levado dezenas de milhares de pessoas. Tenho certeza que o festival sem Iron Maiden ia ter uma dificuldade muito maior para ser o sucesso que é. O Iron costuma fazer grandes shows mesmo fora do Rock in Rio e isso não seria diferente caso ele ficasse fora de uma futura edição.

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