Micaretallica – A micareta do Metallica

Nos dias 30 e 31 de Janeiro uma das maiores bandas volta ao Brasil após 11 anos de espera. O Metallica veio e a cidade parou.

Ingresso do Metallica

Show lotado, ônibus e pessoas saindo dos quatro cantos do Brasil para ver uma banda de trash-metal.

Mas alguma coisa não estava exatamente certo. Havia reparado nisso no AC/DC e pensei com meus botões: deve ser por causa que AC/DC é uma banda mais clássica. Mas aconteceu exatamente igual no Metallica.

O público do show não era exatamente o tipo de gente que ouve Metallica, e nem digo das baladinhas ou músicas mais conhecidas da banda, haviam pessoas lá que pareciam NUNCA ter ouvido a banda.

Sinceramente quando entrava no fantástico estádio do Morumbi, fiquei preocupado em alguem me dar um abadá.

Vi cenas mesmo bizarras, bombadinhos de bermudão colorido, sem camisa tentando agarrar as mocinhas que passavam, puxando pelo braço. Um deles se deu muito mal pois a guria revidou e socou o ser. Devia ter pedido o autógrafo dela, mas estava tão pasmo que mal podia raciocinar.

Ai veio o Sepultura cover e algumas pessoas começaram a ensaiar passos de trance um agito x. É amiguinhos e amiguinhas, rebolation no Sepultura. Acho que ai a ficha de alguns micareteiros começou a cair: eles estavam na balada errada.

Ai veio o Metallica, abrindo com a chuta-bundas Crepping Death. O lugar obviamente pegou fogo e eu parei de prestar atenção no que os aliens do evento faziam. Tirando em For whom the bell tolls que alguém me perguntou se era uma música nova. Acontece, acho.

As músicas foram razoavelmente tocadas. O baterista Lars atropelou algumas passagens, e as músicas em sua maioria estavam aceleradas. Um pouco disso é até normal, normalmente a música fica um pouquinho mais rápida mesmo.

A novidade nesse show e que achei muito bacana foi a produção do espetáculo, fogos de artificio, chamas, iluminação muito bem trabalhada e um telão imenso no centro do palco. Fico feliz que as produções cada vez estão mais próximas com as grandes apresentações internacionais. Detalhes como em One, com muitos fogos de artifício e as imagens dos telões sendo exibidas em um dramático preto e branco.

O set-list foi o seguinte:

“Creeping death”
“For whom the bell tolls”
“The four horsemen”
“Harvester of sorrow”
“Fade to black”
“That was just your life”
“The day that never comes”
“Sad but true”
“Broken, beat and scarred”
“One”
“Master of puppets”
“Blackened”
“Nothing else matters”
“Enter Sandman”

Bis
“Stone cold crazy” (cover do Queen)
“Motorbreath”
“Seek and destroy”

Pra mim foi um set-list muito bem escolhido, poucas músicas ruins novas, muita coisa dos primeiros discos, mas no geral não agradou. Muita gente queria ver Fuel, Unforgiven, Memory Remains e outras porcarias que na minha opinião fiquei feliz de não ter escutado. Fiquei tão empolgado com o set list que fiz um gráfico, coisa de nerd:

No show de domingo parece que rolou algumas músicas mais poulares, mas rolaram duas músicas que eu gostaria de ter visto também: Fight Fire With FireWelcome Home (Sanitarium). Não se pode ter tudo né ?

Na saída do estádio haviam muitas barraquinhas vendendo material promocional da banda, nem cheguei muito perto para não ficar com vontade, pelo que tinha visto em shows anteriores, cobravam preços entre 50 e 75 reais por uma simples camiseta. Não, obrigado.

Já lá fora todos queriam beliscar alguma grana dos fans. Muitos ambulantes vendendo camisas, bandanas, bandeiras, faixas, adesivos e qualquer coisa que pudesse ter o nome da banda.

Nessas camisetas “não oficiais” se via de tudo, tinha uma camisa que havia uma foto do Trujillo tocando guitarra, acho que pra muita gente baixo e guitarra são a mesma coisa. E as irritantes camisetas “EU FUI”.

Não sei exatamente onde surgiram essas camisetas, mas agora elas infestam todos os shows. Uma coisa é ter a camiseta oficial da turnê, com as datas e locais, outra coisa é ter uma camiseta de qualidade ruim escrito “EU FUI”.

Mas o produto que eu mais gostei foi o CHURRASQUINHO DO METALLICA. Fiquei curioso o motivo daquele churrasquinho ser do Metallica, será que os gatinhos usados como matéria prima se chamavam Lars, James e Kirk ? Ou seria feito com o antigo baixista Jason Newsted. Achei legal e bem criativo, não sei se deu algum resultado, mas isso ficará com certeza na minha mente por toda eternidade.

Eu gostei muito do show, o set list me agradou, a produção me agradou, tocar Seek and destroy com as luzes acesas foi uma coisa surpreendente. Não superou o show de 99, mas existem muitos fatores e toda uma mágica em volta desse show que será muito difícil ser superada. O front-man James Hetfield agradeceu e se desculpou pela demora em fazer shows por aqui, disse que em muito breve quer retornar. Fico feliz quando bandas grandes tocam com uma certa frequencia aqui, é um estimulo para bandas menores se aventurarem por essas bandas e numa dessas podemos ver muita gente boa.

Até a próxima e muito axé pra vocês (LOL).

2 thoughts on “Micaretallica – A micareta do Metallica”

  1. Du says:

    Ae, faltou vc escutar Hit The Lights também. E se voce teve essa impressão no sábado, imagine como estava no domingo. Pessoas desanimadas, casais de namorados aos montes e, pelo menos próximo a mim, ninguém cantando – tirando Fuel, Unforgiven e Nothing Else!
    Abs!!

  2. Edie says:

    Depois que eu comecei a morchar com uma galera lá e do nada tomei uma cotovelada na cintura de um indivíduo que estava com a namorada, percebi que não estava em um show de metal. Acho que o que eu deveria ter feito é ter sentado e aplaudido a banda igual em shows de tom jobim e caetano veloso. TÁ NA PISTA É PRA MORCHAR!!!!!!! QUER VER O SHOW SENTADO???? ALUGA DVD QUE TEM ATÉ MAKING OFF. Abs 😉

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