Marilyn Manson está de volta.
No dia 26 de Maio foi lançado o seu novo trabalho: The High End Of Low. O sétimo disco de estúdio marca a volta de Twiggy Ramirez (Jeordie White) a banda. Twiggy fez uma temporada no Perfect Circle, tentou ser baixista do Metallica (sick) e passou a maior parte do tempo no Nine Inch Nails. Até dei tchauzinho para ele quando o NIN esteve em terras brazucas em 2005. Enfim esse passeio trouxe muitas boas influências e atribuo a qualidade desse álbum principalmente ao Twiggy.
The High End Of Low é ainda bem marcado pela dor de cotovelo eterna que o Mr. Superstar parece sofrer, também levar um pé na bunda da Dita Von Teese não deve ser alguma coisa fácil de se lidar.
Muito melhor que o Eat Me, Drink Me, o novo trabalho de Manson é sem dúvida o melhor disco desde o Mechanical Animals, alguns chegaram a dizer que era o melhor disco já feito do Manson. Desculpe-me mas superar o Antichrist Superstar vai ser bem complicado. O Antichrist é co-autoria do mestre Trent Reznor e Charlie Clouser, que compos e executou várias músicas, é uma obra prima que só seria superada se houvesse um reencontro. Improvável mas quem sabe um dia.
A capa do disco me lembra a contra-capa do Portrait of an American Family, que traz uma foto azul do Manson bem parecida.
Menos polêmico Manson nesse disco trabalha melhor seu lado mais humano e com muitas músicas acusticas e melosas. Um ou outro tapinha na cara.
Música a música vamos passar o The High End Of Low.
Devour
Música de abertura, quase uma intro. Mas já traz marcante a nova fase do Twiggy, me lembra muito as músicas do Perfect Circle, claro que adicionando o vocal poderoso do Manson.
Pretty as a ($)
Antes chamada de “Pretty As A Swastika”, o título foi censurado. Coisa da hipócrita sociedade americana. Pode vender bazooca para qualquer um sem nem perguntar o nome, mas coloca “Suástica” em uma música tua pra ver o que acontece.
A música é boa, relembra muito a fase agressiva e suja do Manson, gritos, gritos e uma letra bem feita.
Leave a Scar
Nietzsche sempre foi influência, mais claro que isso impossível. O que não te mata não te deixa mais forte, deixa uma cicatriz. E é isso.
A música é bem tranquila, tem até um violãozinho, até é gostosa de ouvir e acho que pode virar um single, ou pelo menos clip.
Four Rusted Horses
Me lembrou “I Put a Spell on You”, mas nem é. Essa música vai servir bem de trilha incidental do Fantástico ou Globo Repórter.
Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon
O primeiro single e essa sim, tapa na cara e soco no estômago.
Algumas pessoas são abençoadas com um certo dom, Manson tem o dom de falar FUCK e mandar a merda.
Acho que ele deveria fazer mais isso, já que faz tão bem.
Tem até clip, tenho a impressão de que os clips do Manson estão ficando muito parecidos. Hey, liga pra Floria Sigismondi, ela faz um clip legal pra vocês.
Blank and White
A segunda melhor música do disco.
Não é ultramente pesada, mas é muito bem feita. Muitas variações de vocal, melodia bem feita, bem construída.
Running to the Edge of the World
Han? Achei que colocaram uma música errada no disco.
Alguém me explica o que é isso?
Sinceramente, muita choradeira. Ta certo que Dita era ultra-hot-fucking-gostosa, mas já deu.
Para de chorar!
I Want to Kill You Like They Do in the Movies
A música começa incrivelmente igual ao “Thirteenth Step” do Perfect Circle, o grande problema dessa música são seus eternos 9 minutos.
540 segundos de cut, cut, cut enche o saco. Espero que essa música fique apenas no disco, um show com isso ia ser insuportável.
WOW
Acorde, o disco recomeçou.
Ta que eu fiquei com Closer do NIN, sim é o comecinho de Closer e ninguém me tira isso da cabeça.
É uma musiquinha meio dor de cotovelo também, mas é animadinha e é safadinha, da pra deixar as mocinhas doidas, então ponto pra ela.
Wight Spider
Música fraquinha tem alguns riffs de Fundamentally Loathsome e de outras músicas do Mechanical Animals, plágio dele mesmo pode?
Unkillable Monster
Mais choradeira, baladinha e tals.
Não acrescenta em nada.
We’re from America
Outra música muito boa, bem política, tinha que ser mais pesada, mas provavelmente vai incomodar um pouco o perfeitos “amerikanz”
I Have to Look Up Just to See Hell
Bom, ela é bem confusa, tenta ser mais pesada e suja, mas não ficou bem encaixada. Quase.
Into the Fire
Mimimimimimimimimimi, Manson não sabe ser EMO, e acaba ficando chato.
Para de chorar…
15
Relembra muito a fase mais sombria do Manson, a música não é rápida ou ultra pesada, mas o clima dela é muito sombrio, bem ao estilo do Marilyn Manson mesmo.
O disco é muito bom, tem a choradeira ainda, mas espero que isso passe logo e a política volte a ser o grande inspirador do Manson.
Manson tem um dom de ser agressivo, sujo, de cuspir na cara, acho disperdício de talento ficar falando das desilusões amorosas dele.
The High End Of Low tem mais músicas boas do que ruins e as ruins nem são tão ruins assim, não combinam com o estilo do Manson, só isso.
Com certeza um dos grandes discos de 2009.

1 de junho, 2009 - 17:58
Ééééé eu concordo com tudo o/
Inclusive com o fato de que os clipes poderiam ser diferentes (:
Não, não supera o Antchrist, mas deixa o Eat Me, Drink Me pra trás fácinho…
Mas o pé na bunda da vez no foi da Dita, foi da Evan Rachel Wood… Ela é perfeita, bem ninfa e blábláblá, mas pra mim a Dita é a Dita u_u
asiuhdsauidhasiudiuahsd
Enfim, concordamos de novo com os reviews \o/
Que venham os próximos…
3 de junho, 2009 - 02:26
“Pretty As A Swastika” reflita.
7 de junho, 2009 - 15:30
Nossa, eu confesso que eu achei esse cd um saaaacooo. Não achei que tem a pegada característica do Marilyn Manson. A única música que gostei foi a Four Rusted Horses.
beijo.