Iron Maiden: Flight 666

Na virada de ontem para hoje fui assistir o documentário/musical/filme da cobertura da última turnê do satânico Iron Maiden – Somewhere back in Tour. Na verdade da primeira parte da turnê.

IRON MAIDEN Flight 666

Quem apresenta e ficou encarregado de cobrir a turnê foi o diretor e produtor do documentário Metal: A Headbanger’s Journey, Sam Dunn. Achei a escolha muito boa, um fã de Iron que entende o que está fazendo e ainda tem um certo know-how de como produzir um documentário legal sobre heavy metal.
Bom o filme começou bem pontual numa sala muito boa, a projeção estava perfeita e o som estava muito bom também e ao dar início com o clássico discurso de Winston Churchill todos ali não se contiveram, e soltaram um hurro, que obviamente foi bem curtinho para não atrapalhar o filme. O discurso é de tirar o folêgo:


We shall go on to the end, we shall fight in France,
we shall fight on the seas and oceans,
we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be,
we shall fight on the beaches,
we shall fight on the landing grounds,
we shall fight in the fields and in the streets,
we shall fight in the hills;
we shall never surrender …

Dá até para ouvir a introdução de Aces High.
O filme mostra a brilhante idéia de ter um avião – Boing 757 – personalizado para a grande turnê. A idéia foi fantástica por um motivo muito simples: cabe tudo lá dentro, equipamento, pessoas, aparatos e tudo mais. Por mais impressionante que possa parecer isso com certeza ajudou a reduzir os custos de logística da banda, dando oportunidade a mais países poderem contratar o show.

Uma ajuda extra é que com o salário de vocalista, Bruce Dickinson ainda quebrou um galho sendo piloto do Ed Force One. Em tempos de crise, todos tem que ser polivalentes e usar todas nossas habilidades para tocar o negócio não é verdade?
O documentário serve para mostrar um pouco melhor das pessoas envolvidas com o backstage do Maiden e mostrar as pessoas que fazem a banda.
Um dos momentos que achei mais curioso foi quando Nicko disse que Jannick Gers muitas vezes dava uma desaparecida e ia andar por ai sozinho. Fato confirmado já que na passagem do Iron por Belo Horizonte em Março, meu irmão e alguns amigos de BH esbarraram com Jannick nas redondezas do hotel.
Mostra um pouco do lado “tiozão” do Iron: os filhos do Steve, Adrian jogando tênis, Nicko e Dave Murray jogando golf e por ai vai. Dá até um certo estranhamento, pois rock-stars tem a fama de gastar seu tempo livre com mulheres, alcool, drogas e farras intermináveis. Não sei mas tenho uma teoria que não se vive muito tempo nesse life-style, ou pelo menos não com saúde e energia suficiente para dar a volta ao mundo com uma turnê desse porte.
Fiquei impressionado também com a qualidade das captações, grande riquesa de detalhes e muita coisa que, por motivos óbvios, não se ve nos shows.
Infelizmente o filme teve apresentação única e não entrará, nem mesmo poucos dias, no circuito de cinema. Uma lástima para os muitos fãns que não conseguiram ingressos para assistir a apresentação. Resta agora aguardar o lançamento do DVD/Bluray para assistir novamente. Também dá para recorrer a “caminhos alternativos“, mas uma prática mesquinha para fans. Economize umas cervejas e compre o DVD.
O documentário termina com a clássica “Always Look on the Bright Side of Life” do Month Python, que sempre toca no final das apresentações do Maiden, mostrando o público dos diversos lugares que o Iron passou.



2 thoughts on “Iron Maiden: Flight 666”

  1. Fah says:

    Todos os spoilers que recebi até agora apontam para um documentário excelente e emocionante, mas vou ser repetitiva e chata para não perder o costume: Apresentação única em salas exclusivas com horário de ‘noitão do belas artes’? Tô fora, não me arrependo nem por um segundo de não ter ido. Isso sem tirar a minha expectativa de ter mais um DVD excelente em casa daqui a algum tempo. 😉

  2. Du says:

    Sensacional o documentário!! E valeu pelo comentário, a respeito de ter visto o “Jan” (para os intimos) em um barzinho aqui em BH. Realmente ele estava avulso, como se estivesse perdido em BH, tomando solitariamente sua cerva! Além disso, ele nao acharia um bar irlandes por aqui!

    []’s Zap!

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