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Amorphis – 05 de Fevereiro 2012

Escrito 12 de fevereiro, 2012 por zap.br

Olá pessoal, um pequeno review sobre o show do Amorphis que eu fiz originalmente para o Portal do Inferno.

Teremos momentos inesquecíveis juntos“. Foi esse o recado do baixista Niclas Etelävuori deixou aos fans em sua recente entrevista. Missão que o Amorphis cumpriu com maestria e perfeição em sua passagem por São Paulo.

Perception

Perception

A noite começou muito bem com a abertura da banda paulista Perception, mostrando um bom e tradicional heavy metal, perfeito para esquentar os ouvidos e abrir caminho para o Amorphis.

Muito bem organizado, os shows começaram nos horários e foram muito tranquilos, permitindo a todos que aproveitassem ao máximo o espetáculo.

Precisamente as 21 horas o sexteto finlandês Amorphis subiu ao palco, carregados e muito animados, incendiaram o lugar, após uma espera de mais de dois anos, os fans estavam ansiosos para ver mais uma vez.

Vocalista do Amorphis - Tomi Joutsen

Vocalista do Amorphis - Tomi Joutsen

As músicas foram cantadas a plenos pulmões por todos os presentes. A cada introdução de nota se ouvia a impolgação do público em estar ali fazendo parte daquele momento inesquecível.

O público participou efetivamente em todas as músicas, mas ao ser anunciada uma “das antigas”, os presentes foram a loucura, nos primeiros acordes de “Into Hiding” muitos não acreditavam que estavam lá e cantaram com mais entusiasmo e paixão.

O vocalista Tomi Joutsen sempre muito simpático e empolgado conversou bastante com o público e fez diversas brincadeiras com o público.
Perguntou aos seus amigos de banda se gostavam de Iron Maiden e os guitarristas prontamente dedilharam solinhos de algumas músicas, revelando o carinho do Amorphis pela Donzela.

Levou novamente o público ao delirio ao gritar apenas uma palavra: BLACK! Todos sabiam qual seria a próxima música e todo o peso e significado dela. Após sua execução perfeita, uma pequena pausa para a parte final do show.

Amorphis quebrando tudo!

Amorphis quebrando tudo!

A parte final que ainda reservava “My Kantele” um dos grandes clássicos da vasta carreira do Amorphis.

Assim foi mais uma brilhante apresentação do Amorphis e esperamos ve-los em breve.

Set List
*intro
Song of the Sage
Towards & Against
The Smoke
Sky is Mine
Aginst Windows/ On Rich and Poor
Sampo
You I Need
*Karelia intro
Vulgar Necrolatry
Into Hiding
Mejestic Beast
Alone
Black Winter Day

encore:
Silver Bride
My Kantele
House of Sleep

Clique aqui para ver as fotos que fiz do show do Perception e Amorphis.

Mania de perseguição

Escrito 29 de agosto, 2011 por zap.br

Não é de hoje que vejo isso acontecer, mas sempre quando algum lugar dito como “underground” fecha, aparece meia duzia dizendo que isso é um absurdo e um bla-bla-bla inflamado com teorias conspiratorias e um alarde a uma nova “caça as bruxas”.

Sinceramente, casas de show, bares, boates ou qualquer outro estabelecimento que não atenda as normas de segurança e as regulamentações tem que ser fechadas sim.

Fechadas, readequadas e abertas novamente, se forem aprovadas.

O problema disso tudo é que alguns desses estabelecimentos ficam muitos anos sem manutenção e vistoria e quando a bomba explode, o investimento necessário para reabrir a casa é inviavel para os administradores. O resultado disso é a casa fechada permanentemente.

Por trás de uma faxada “underground” e dita popular, muitos desses lugares arriscam a sorte em escapar de fiscalizações e o mais grave, algum acidente ou tragédia ocorrer.

Não é por acaso que diversas vezes vemos noticias de lugares que pegaram fogo, arquibancadas e mezaninos cairam, portas de emergencia falharam e algumas, as vezes muitas pessoas perderam a vida ou ficaram feridas por isso.

Eu me lembro quando anunciaram o fechamento da Ledslay. Algumas pessoas fizeram campanha para reabrirem a casa, que isso era um absurdo e que estavam “matando mais uma casa de show underground de São Paulo”. Sinceramente me pergunto a quantos anos essas pessoas não iam na Ledslay. Eu mesmo fazia mais de um ano que não ia.

Todos que frequentavam sabiam da precariedade do lugar. Banheiros sem nenhuma condição de uso, saídas de emergencia inexistentes e mais uma série de irregularidades que resultaram no fechamento da casa.

Se querem culpar alguém pelo fechamento da casa, culpem os donos/administradores dessas casas que mantém esses muquifos abertos e ignoram manutenções regulares, adequações e medidas de segurança que custam caro e diminuem a margem de lucro, mas, garantem o mínimo de segurança.

Olá pessoal como vão?

Bom enquanto novos shows e discos não são lançados, resolvi preparar uma pequena indicação de bandas não muito conhecidas mas que o som pode surpreender muito vocês.

Bem garimpando alguns blogs e a página de similares do last.fm achei algumas bandas bem interessantes.

Fen

Fen

Fen

Banda inglesa de black/dark metal formada em 2006 e ainda em atividade.
O som da banda é bem depressivo e sombrio e foge um pouco do blackmetal tradicional, com um som um pouco mais arrastado e mais lento.
As letras também fogem um pouco da temática tradicional falando sobre solidão, clima e natureza.

formação:

The Watcher – Guitarra, vocais,(Skaldic Curse)
Grungyn – baixo (Skaldic Curse)
Theutus – bateria (Antigone (Gbr), Skaldic Curse)
Æðelwalh – teclado (Wodensthrone)

discografia:

Ancient Sorrow EP, 2007
Onset of Winter Demo, 2008
The Malediction Fields Full-length, 2009

MySpace e Last.fm

Nachtmystium

Nachtmystium

Nachtmystium

Indicação do meu amigo Felipe Gastão, o Tofani, banda americana de black, heavy e experimental metal formada no ano 2000.
Com um som bem particular e até difícil de enquadrar em um estilo específico.
Por ter caracteristicas bem experimentais e inovadoras, pode dar uma cara nova e influenciar bastante novos estilos de metal nos próximos anos.

formação:

Blake Judd – guitar, vocals
Andrew “Aamonael” Markuszewski – guitar
Reid Raley – bass
Charlie Fell – drums
Sanford Parker – keyboards/synthesizers

discografia:

Reign of the Malicious (2002)
Demise (2004)
Instinct: Decay (2006)
Assassins: Black Meddle, Part 1 (2008)
Addicts: Black Meddle, Part II (2010)

Site oficial, MySpace e Last.fm

Wolves In The Throne Room

Wolves in the Throne Room

Wolves in the Throne Room

Banda americana também de dark/black metal, mas já com uma pegada um pouco mais tradicional. Bem influenciada pelo black metal norueguês Wolves da um sangue novo ao estilo, incorporando alguns elementos novos mas mantendo uma alta qualidade do som.
A banda é formada pelos irmãos Nathan e Aaron Weaver que gravam todos os instrumentos e em apresentações ao vivo contratam músicos para se apresentar.
A banda se diz contra a violência e diz que sua música é mais para uma meditação que violenta. Aaron Weaver diz desejar que as pessoas deitassem no chão e chorassem ao ouvir sua música.

formação:

Nathan Weaver – guitar, lead vocals
Aaron Weaver – drums, synth, bass, guitar

discografia:

Diadem of 12 Stars, 2006
Two Hunters, 2007
Black Cascade, 2009

Site oficial e Last.fm

The Agonist – 12 de Junho – 2011

Escrito 13 de junho, 2011 por zap.br

Dia dos namorados em São Paulo e um belo evento para animar muito o domingo.

A banda canadense The Agonist finalmente se apresentou e fez um show muito bom para uma platéia bem selecionada.

Mesmo com muitos boatos de adiamento por conta do vulcão chileno Puyehue e mudança de local, a banda se apresentou no Carioca Club para um público pequeno, mas muito animado.

A abertura foi pela banda EcliptykA, uma banda muito boa e que realmente me surpreendeu pela atitude e alegria.

Helena Martins - EcliptykA

Com as pessoas devidamente aquecidas foi a vez do The Agonist subir ao palco e acabar com qualquer dúvida, se é que alguém tinha, dessa nova geração do heavy metal.

Alissa White-Gluz

Alissa White-Gluz - The Agonist

A introdução foi com um trecho do Lago dos Cisnes cantado a capela pela bela Alissa White-Gluz seguindo principalmente com músicas do disco “Lullabies For The Dormant Mind”.

Pra mim os grandes destaques foram as músicas “Thank You Pain”, “Serendipity” e “Business Suits and Combat Boots”. Também gostei muito da banda perguntar em sua página do Facebook qual música as pessoas gostariam de ouvir no show.

Essa é uma prática que eu realmente gostaria MUITO que virasse moda.

Um dos pontos altos do show foi a tentativa de “wall of death” que Alissa puxou, infelizmente não tinham pessoas suficientes para fazer um belo wall, mas foi divertido de qualquer jeito.

Foi muito bom conferir ao vivo as variações de vocal da Alissa, ver como ela passa de um gutural à um vocal tranquilo e melódico.

Agora é aguardar o novo disco e quem sabe uma nova turnê em breve.

SLAYER – 09 de Junho, 2011

Escrito 10 de junho, 2011 por zap.br

Dia 09 de Junho, em uma bela e fria quinta-feira o Slayer voltou para São Paulo após quase 5 anos.

O Via Funchal estava completamente lotado, supresa para muitos que apostaram que o show estaria vazio por se tratar de um show no meio da semana.

A banda paulista Korzus abriu o evento agitando muito o público e preparando para o que estava por vir.

Gostei muito da atitude da banda, muito positiva, com um repertório bem pesado para nenhum amante do metal colocar defeito. Agradeceram várias vezes pelo imenso apoio do público, que acolheram muito bem os caras.

Ingresso do show do Slayer

Ingresso do show do Slayer

Após o Korzus o palco foi rapidamente preparado para o SLAYER.

O Slayer com seus 666 anos de estrada sempre opta por uma produção simples, sem muita firula, mas com muita atenção aos detalhes.

Infelizmente por algum problema técnico no final da “War Ensemble” o som falhou, mas a música acabou na garganta do público, uma versão bem interessante “a capela”.

Nada que prejudicasse o show ou esfriasse o clima, de qualquer jeito é um pouco chato que isso aconteça.

O setlist do show foi o seguinte:

  • World Painted Blood
  • Hate Worldwide
  • War Ensemble
  • Postmortem
  • Temptation
  • Dittohead
  • Stain Of Mind
  • Disciple
  • Blood Rain
  • Dead Skin Mask
  • Hallowed Point
  • The Antichrist
  • Americon
  • Payback
  • Suicide Mandatory
  • Chemical Warfare
  • Season In The Abyss
  • Snuff
  • South Of Heaven
  • Raining Blood
  • Black Magic
  • Angel Of Death

Uma das coisas que me impressionou no show do Slayer em 2006 e novamente esse ano foi a grande simpatia e interação com o público.

Mesmo que o Tom Araya não seja de longos discursos e “bate-papos” com o público, sempre rolam piadinhas e um grande respeito da banda toda com o público.

Os pontos baixos felizmente não tiveram nenhuma relação com a banda. Na minha opinião um show durante a semana é sempre pior, principalmente para os camaradas de outros estados e cidades que muitas vezes não podem vir.

O Via Funchal com seus problemas clássicos de organização da entrada e principalmente saída da casa também colaboraram negativamente.

Bem mais um excelente show, muito preciso e de altíssima qualidade.

Agora é aguardar o próximo, espero que não demore muito.

Katatonia – São Paulo – 27/02/11

Escrito 28 de fevereiro, 2011 por zap.br

Finalmente após muitos anos, boatos, falatórios e ameaças o Katatonia veio para o Brasil.

Esse show com certeza vai ficar marcado para todos os fãs da banda.

O show foi no minúsculo Hangar 110, e acredito que isso acabou gerando vários outros problemas, principalmente de divulgação. Assim como no Opeth, muita gente só vai ficar sabendo do show agora que ele aconteceu.

Quem abriu o espetáculo foi a patética “Of The Archaengel”, músicas ruins e atitude de palco deplorável é o mínimo que eu posso dizer sobre a banda. Em uma ocasião o guitarrista ficou bravinho quando anunciou que era a última música e a platéia comemorou.

Foram muitos minutos preciosos que poderiam ter passado sem.

Após a tortura da banda de abertura o público teve que aguentar mais um pouco enquanto o som era passado e ajustado.

Infelizmente ocorreram muitos problemas técnicos e até o vocalista Jonas Renkse pediu muitas desculpas e agradeceu a paciência.

O set list de músicas foi muito bem escolhido, divulgando bem o novo trabalho “Night Is the New Day” mas passando por todos os discos.

O show abriu com duas músicas do disco novo e já a grande “My Twin”, passando por mais algumas músicas novas e os clássicos “Soil’s song” e “Teargas”. Um set list muito cuidadoso para agradar praticamente a todos.

O mais impressionante era ver as pessoas cantando junto músicas novas e antigas com a mesma empolgação, mostra que mesmo passando por muitas fases e mudanças o Katatonia consegue agradar fãs antigos e novos.

Vamos ao set list:

  • Day & Shade
  • Liberation
  • My Twin
  • Ownard into …
  • Longest Year
  • Soil’s Song
  • Omerta
  • Teargas
  • Saw you drown
  • Idle Blood
  • Ghost of the sun
  • Evidence
  • Criminals
  • July
  • For my demons
  • Forsaker
  • Leaders

… e as grandes surpresas da noite as CLASSICAS e velharias

  • Without God
  • Murder

Ao final a banda agradeceu muito, disseram que confirmaram os rumores que o Brasil é um lugar muito bom de se tocar e que o público é altamente receptivo.

Excelente performance, um show pra ficar muito tempo na memória.

Fiz algumas fotos do show que podem ser vistas aqui: Show Katatonia São Paulo.

=)

RAMMSTEIN Tour 2010

Escrito 5 de dezembro, 2010 por zap.br

Desde do longínquo ano 1999 a banda alemã Rammstein está ensaiando um retorno ao Brasil.

Rammstein Tour 2010Quando foi anunciado o show que aconteceram nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro houve uma correria geral e uma loucura completamente explicável tomou conta dos fãns.

Eu mesmo tratei de garantir logo meu ingresso, comprando nas primeiras semanas de venda. Depois acabei comprando para o segundo dia também para repetir a dose.

O show começou com uma bandeira gigantesca da Alemanha ocupando todo o palco, acho importante esses tipos de detalhe, mostra que a banda se preocupa em levar as origens para onde vão.

Ai as coisas começaram a pegar fogo, literalmente. Muita pirotecnia o mais espantoso é que era muito próxima aos músicos e do público. Por muitas vezes dava pra sentir muito forte o calor das labaredas.

A galera ia sempre a loucura quando subiam as colunas de chamas e fogos de artificio. Já tinha visto no Iron Maiden e Metallica boas produções pirotécnicas mas nada se compara.

Em “Feuer Frei” por exemplo os músicos ficam com lança-chamas presos a cabeça enquanto tocam e cantam e não é um foguinho, é uma chama respeitável mesmo, coisa de louco.

Outra loucura também é na “Mein Teil” onde o vocalista Till Lindemann literalmente cozinha o pobre coitado do tecladista Flake.

No G1 tem uma curta galeria de fotos, mas da pra ter uma idéia. Infelizmente nesse show eu não pude fotografar. Quem sabe o próximo.

fires of hell in my ass

Foto: Daigo Oliva/G1

O set list foi muito bem costurado, pegando as músicas populares e novas me agradando bastante.

“Rammlied”
“B********”
“Waidmanns Heil”
“Keine Lust”
“Weisses Fleisch”
“Feuer Frei”
“Wiener Blut”
“Frühling in Paris”
“Mein Teil”
“Du Riechst So Gut”
“Benzin”
“Links 2 3 4″
“Du Hast”
Pussy
Encore
“Sonne”
“Haifisch”
“Ich Will”
Pausa pro café
“Te Quiero Puta”

Senti falta de “Amerika” e algumas outras, mas não prejudicou o show.

Um dos pontos altos do show foi o passeio de bote que o Flake fez na música “Haifisch”, bem bom.

Para fechar a primeira parte do show na polêmica “Pussy” o baterista gozou na galera com seu dildo pirotécnico.

O show fechou com a “Te Quiero Puta” com direito a trompete de verdade e espanhol macarrônico do publico.

A apresentação inteira foi muito intensa, muito detalhes que vão ficar marcados em todos que puderam ir.

Os pontos fracos do show foram a péssima data escolhida para a apresentação. Muitas pessoas não puderam vir por causa da data escolhida. Esse porte de show precisa que pelo menos um show seja no final de semana ou no mínimo na sexta-feira.

Algns problemas de organização fizeram atrasar muito a entrada do primeiro dia. Até 20 minutos antes do show estava imensa com muitas pessoas fora da casa. A estrutura do Via Funchal é boa, mas achei a entrada e saída um pouco problemáticas. Em caso de alguma emergencia fiquei em dúvida se a casa comporta a saída segura de todas as milhares de pessoas em pânico.

O ingresso também foi bastante salgado e não havia a opção de compra de meia entrada via internet, o que fez que algumas pessoas desistissem de assistir o espetáculo.

Em resumo, o show foi fantástico, os problemas foram pequenos, não prejudicaram, e a apresentação da banda foi impecável.

A grande pergunta é: Vamos ter que esperar 11 anos novamente? Espero que não.

Darkly, Darkly, Venus Aversa

Escrito 15 de novembro, 2010 por zap.br

No dia 1 de Novembro foi lançado o novo disco da ex-banda de Black Metal Sinfonico, Cradle of Filth. Agora eles se intitulam uma banda de Extreme Metal, sabe-se lá porque.

Capa do Darkly, Darkly, Venus Aversa por Natalie Shau

Capa do Darkly, Darkly, Venus Aversa por Natalie Shau

Na verdade descobri isso porque eu vi que a artista que fez as arte do disco estava em destaque no DeviantArt e por isso fui buscar para ver a novidade.

Deveria ter ficado apenas com o belíssimo trabalho da Natalie Shau, pois o disco mesmo é apenas mais um.

Ta bem vamos ser justos, nem é tão ruim comparado com os outros, mas fica distante ainda do Cruelty and the Beast e da obra prima (IMHO) Dusk, and Her embrace.

Os vocais do Dani já parecem um pouco cansados, afinal a banda está ai em seus quase 20 anos de estrada.

Seguindo o Wikipedia o Darkly, Darkly, Venus Aversa trata da demônia Lilith, primeira esposa de Adão e sobre o resurgimento dela na sociedade moderna como uma divindade (zzz).

Tema bacana, pouco explorado eu acho pois são poucas as músicas que tem aqueles vocais femininos bem característicos do CoF. Aliais Sarah Jezebel Deva fazendo falta.

Vamos debulhar música a música? Não, afinal o disco é uma repetição sem fim.

Mas temos bons destaques:

  • The Cult of Venus Aversa – A primeira música, só não é repetida porque é a primeira.
  • Lilith Immaculate – Uma música realmente boa, boas bases, solos, essa realmente salva.
  • Forgive Me Father (I Have Sinned) – Outra música boa, meio chiclete e um pouco cliché. Também o primeiro single e clipe. Aliais detalhe a parte do clip.

Acho que esse pessoal do “metal extremo” não está sabendo o q fazer para chegar ao próximo nível de extremismo, ai ficam experimentando essas coisas do tipo colocar glitter no corpse paint.

Manhê, eu também gosto do Edward Cullen.

De uma coisa o Dani Filth tem que se orgulhar, inventar o Black Glitter Metal não é pra qualquer um.

SWU

Escrito 12 de outubro, 2010 por zap.br

No dia 11 de Outubro fui conferir o famigerado SWU. Mesmo com todas as críticas e expectativas negativas fui lá me aventurar nos confins de Itu.

SWU

Ingresso e 2 reais em SWMoney ¬¬

O que era pra ser um grande festival, com muitas bandas, atrações e algo realmente grandioso acabou sendo metade de um quinto disso.

Local ruim e longe, mas isso não acho que foi o pior. O pior mesmo foi a organização ou a falta dela.

Aliás, se teve algo de grandioso no SWU foi a falta de organização.

Além dos acessos serem bem menores do que o necessário para entrar e sair confortavelmente do evento, tudo lá dentro estava absurdamente caro, como de praxe nos eventos recentes.

Os estacionamentos foi outro dos abusos praticados lá. A tabela era o seguinte, carro com até 3 pessoas: R$ 100 reais – Isso mesmo! CEM REAIS! Praticamente o valor do ingresso.

Carros com 4 ou mais pessoas o valor era reduzido para R$ 50,00 que já é um valor muito superior que qualquer estacionamento para eventos. Normalmente lugares como Credicard Hall e outros cobram entre R$ 25, R$ 30.

Outro grande absurdo eram os paradoxos com a proposta do evento. Foi divulgado que o SWU seria focado na sustentabilidade, proteção/consciência ecológica e todo esse bla bla bla politicamente correto que está na moda.

Por exemplo, era expressamente proibido entrar com água e comida dentro do evento. Como ser sustentável se a única opção de água dentro do evento é uma garrafinha de 300ml a 4 reais ?

Outro exemplo e talvez ainda pior é que boa parte da energia utilizada no evento foi gerada com geradores a diesel. Acho que estou ficando louco, mas acho que diesel é uma PÉSSIMA escolha pra quem quer proteger a natureza.

Haviam grandes cataventos feitos com garrafas pet, que ficavam rodando e mais nada. Não geravam nenhum tipo de energia ou benefício a não ser decorativo. Decorativo também era uma grande torre da Heineken e um sabe-se-lá-o-que da Coca-cola. Patrocinadora do evento.

SHOWS

Fiquei um pouco decepcionado com o set de bandas do evento em geral. Gostaria de ter visto o Rage Against the Machine, mas não compensaria ir em dois dias do evento.

Optei mesmo em ir no dia 11 onde a banda principal era o Queens of Stone Age.

As principais atrações desse dia foram:

  • Cavalera Conspiracy
  • Avenge Sevenfold
  • Incubus
  • Queens of the Stone Age
  • Pixies
  • Linkin Park

Debulhando cada uma:

Cavalera Conspiracy – O projeto dos irmãos Cavalera foi a grande atração pesada do finzinho da tarde. Max continua carismático e muito bom, mesmo com alguns sinais da idade continua chutando bundas. Melhor que muito muleque por ai. Igor também está em excelente forma. As músicas do CC são boas, nada genial, mas boas. A quebradeira acontece mesmo ao ouvir grandes clássicos do Sepultura pelos irmãos.

É impressionante como Troops of Doom fica extremamente boa com o Max cantando. Rolaram também “Refuse, resist”, “Attitude” e “Roots, bloody roots”. Quebradeira geral.

Avenge Sevenfold – A nova banda do Mike Portnoy, também causa da polêmica saída do Mike do Dream Theater. É interessante ver ele mais solto, tocando coisas mais fáceis e simples. Parece que realmente ele esta contente com a mudança de ares.

A banda mesmo não acrescenta muita coisa, é bem feitinho, mas tem uma pegada muito “american-metal”, que fica cansativo.

Incubus – Uma porção de gente gosta, não sei o motivo. Banda chatinha, boring, músicas sempre com a mesma construção e teatrinho. Duas músicas já tinha ouvido por ai e é isso, fez volume e agradou os fans.

Queens of the Stone Age – Pra mim o único motivo por ter ido até o evento. O show começou com um atraso de quase uma hora por “motivos técnicos”, esses mesmos motivos técnicos prejudicaram a banda, os telões falharam, a iluminação falhou e o audio por muitas vezes caia o volume drásticamente. Em compensação a banda suportou bem esses revés e fizeram uma excelente apresentação.

Set List bem escolhido, músicas boas, músicas novas e velhas, bem distribuido. Um show curto, mas muito bem amarrado.

Pixies - Estava indo embora.

Linkin Park – Já tinha ido embora.

Algumas coisas acabam acontecendo em festivais onde tem um público gigantesco mas nem sempre pessoas que conhecem/gostam da banda que está se apresentando. Sou a favor de ou festivais menores, com bandas mais parecidas no estilo, ou shows apenas da atração principal.

No resumo o festival poderia ter sido feito na capital, evitando muitos transtornos e talvez até aumentado a bilheteria. Além de ter evitado diversos transtornos e desconfortos.

Não que eu seja contra esse formato, talvez os organizadores brazucas tenham que estudar como são organizados os eventos estrangeiros e aplicar aqui. Eventos do tipo Wacken e Hellfest são em fazendas, distantes, com áreas de camping e são muito bem organizados.

As perguntas finais: Valeu a pena? Sim valeu pelos detalhes e pelo show.

Poderia ter sido melhor? Infinitamente melhor e superior, existiu chance de ser um evento realmente grande e um marco na história.

Pista VIP? Very Increase Price, né ?

Escrito 28 de agosto, 2010 por zap.br

De uns anos pra cá uma prática cruel e mesquinha vem assolando os shows e eventos de música, principalmente as grandes atrações internacionais. A famigerada Pista VIP/premium/whatever.

Eu gosto de Pista VIP [/not

Começou com uma pequena diferença de preço, em alguns poucos eventos, e agora parece que se tornou obrigatório. Sempre quando um evento é anunciado o comentário geral é quanto vai ser a paulada da Pista VIP.

Essa área reservada são os primeiros metros mais próximos do palco, sim tem uma visão bem privilegiada, mas não tem mais nada além disso.

Não é como alguns eventos que possuem um camarote, com muitos diferenciais. Você paga o dobro ou até mesmo o triplo para simplesmente ficar mais perto do palco.

É um benefício, sim, mas é muito pouco pela desproporção dos ingressos VIPs.

Eu já fui de “Premium” em alguns eventos e existem muitas pessoas que as vezes nem sabem do que se trata, estão lá simplesmente porquê era a “balada cara do final de semana”. Aconteceu isso no Maquinaria, aconteceu isso no Iron Maiden e todos que eu conversei que estavam em pistas vips, falaram a mesma coisa: Esse lugar ta cheio de gente que nem sabe o que está acontecendo.

O problema grande mesmo é o preço.

Estava conversando com amigos sobre os preços das pistas vips anúnciados nos próximos shows. Rush, 500 mangos, Bon Jovi, 600 socos na cara.

Amigão, sério ? 600 Reais por duas horas de evento, pra ficar na área dos banbanbans ?

Não existe nenhum tipo de controle, nada que regulamente ou julgue que o valor é abusivo ou não.

Justificariam dizendo “Uma Ferrari custa alguns milhões de reais, se você quer, pague.”, por não se tratar de algo essencial, shows e eventos estão “liberados” para cobrarem qualquer valor.

Não sou totalmente contra a prática, só acho que falta um pouco de bom senso na hora de definir os valore.

Quer fazer, faça justo e não abuse.