O que eu ouvi em 2013

Escrito 28 de dezembro, 2013 por zap.br

Olá amiguinhos, todos bem?

Entrando no clima de final de ano resolvi dar uma olhada no meu last.fm o que eu ouvi esse ano. Acho que eu faço isso todos os anos, mas nunca tinha falado sobre isso.

Esse ano foi interessante. Descobri algumas bandas que definitivamente entraram para o meu top de bandas favoritas. Refletiu bem os principais discos que eu ouvi esse ano.

A principal descoberta foi a banda polonesa Mgła. Black Metal cru, sem muitas firulas, mas extremamente bem feito e riffs bem trabalhados e harmoniosos. Vindo praticamente no pacote acabei conhecendo a Kriegsmaschine que tem uma pegada levemente diferente da Mg?a, usando até alguns diálogos de filmes e um pouco de teclados. Bem pouco.

Outra descoberta foi a Heretoir. Depressive-atmospheric-blackgaze-blackened-shoegaze-suicidal-melancholic-hipster-black-metal é meio o que define a banda. É triste, mas vem na mesma pegada de Alcest, Amesoeurs e Lantlôs.

Bom outras coisas já são figuras conhecidas e até bem populares.

Bom esse foi o resumo do que eu ouvi no meu ano.

 

  • Mgła – With Hearts Toward None
  • Heretoir – Heretoir
  • Les Discrets – Septembre et ses Dernieres Pensees
  • Les Discrets – Ariettes Oubliees
  • Lantlôs – Lantlôs
  • The Agonist – Prisoners
  • Mgła – Groza
  • Opeth – Blackwater Park
  • Heretoir – Substanz
  • Katatonia – Dance Of December Souls
  • The Agonist – Lullabies For The Dormant Mind
  • In Flames – Whoracle
  • Agalloch – Ashes Against the Grain
  • Queens of the Stone Age – Queens of the Stone Age
  • Katatonia – Brave Murder Day
  • Mgła – Crushing the Holy Trinity
  • Kriegsmaschine – A Thousand Voices
  • Kriegsmaschine – Altered States of Divinity
  • Agalloch – The Mantle
  • Amesoeurs – Amesoeurs
  • Lantlôs – .neon
  • Queens of the Stone Age – Rated R
  • Opeth – My Arms Your Hearse
  • Moonspell – Irreligious
  • Mgła – Presence

Você pode gerar uma montagem dos seus albuns mais ouvidos aqui: http://www.tapmusic.net/lastfm/
Bem legal né?

O fim da Mtv

Escrito 30 de setembro, 2013 por zap.br

OK, a Mtv não acabou. Pelo menos não toda e nem foi agora.

Oficialmente a Mtv não vai deixar o Brasil, não totalmente. A transmissão será apenas por tv a cabo e pelo menos por algum tempo, os programas nacionais serão feitos por empresas terceirizadas. Vai ter um pequeno escritório para negociar a publicidade e é isso.

Mtv Brasil

Mtv Brasil

Não vi ainda o que vão fazer com os canais de transmissão, provavelmente deve ficar em poder da Abril ou voltar para o governo que deve ter uma longa fila de empresas interessadas em um pedacinho de banda de transmissão.

Isso que aconteceu não é um caso isolado e nem um exemplo de má gestão ou administração. Faz parte do grande problema da música atual que é: Como ganhar dinheiro com música.

Quando a Mtv segurava bastante audiência e tinham programas mais interessantes era também quando o canal tinha um diferencial muito forte. Tinha algo que os outros canais não tinham e que as pessoas consumiam bem, que eram os videoclips.

Tanto que mais ou menos na mesma época existiam programas de clips, curtos, escondidos em canais menos populares, mas era uma coisa que as pessoas gostavam.

Não sei se o interesse por video clips diminuiu, eu acredito que não, mas hoje você consegue assistir muito mais fácil o clip do seu artista favorito. Antigamente, se você queria ver um clip específico você precisava de sorte ou mandar cartas, se pendurar horas no telefone e mandar muitos emails (coisa rara na época). Hoje além dos youtubes da vida, os próprios músicos tem seus clips nos sites.

Com isso o video clip parou de segurar a audiência. Por que esperar até a 1 da manhã para aquele programa de clips “B Sides” se eu posso ver agora? A medida que a internet se popularizava, mais gente se fazia essa pergunta e provavelmente descobria o mundo maravilhoso da internet e seu conteúdo 100% disponível.

Começaram a fazer novos programas, a tentar uma nova abordagem. Tentar descobrir o que segura a audiência. Que não é um desafio exclusivo da Mtv, provavelmente esse é o trabalho de muita gente.

No geral a música anda sendo um negócio duvidoso se tratando de investimento. Gravadoras se desesperam pela venda fraca, rádios lutando para se manterem no ar, bandas vivendo de merchandising e, as que tem, sucessos do passado.

O jeito fácil é apontar o dedo e falar: Internet malvada, está tirando o pão de quem vive de música! Não acredito que a culpa seja apenas da internet, mas ela tem uma parcela de contribuição nessa mudança toda.

Voltando a Mtv, muita gente se lamenta e sente falta dessa época onde o canal tinha mais investimento para produção de programas interessantes. Menos dinheiro, menos qualidade. Pelo menos em TV parece que funciona assim.

FURIA /../,

FURIA /../,

Nessas últimas semanas a Mtv promoveu uma retrospectiva geral, trazendo antigos VJs e mostrando o que essas pessoas faziam. Gostei do saudosismo, mas a maioria das coisas que eu gostava mesmo, já havia acabado a muitos anos.

Nos últimos anos assistia pouca coisa no canal. Gostava dos debates que o Lobão propunha, achava Hermes e Renato genial e fiquei bem curioso para assistir a última série original da Mtv brasileira, a “Garota sem qualidades”. As chamadas pareciam boas mas não vi nenhum episódio.

Pois bem, todo conteúdo produzido nesses anos pela Mtv vai para a Viacon que ainda não sabe o que vai fazer. Imediatamente pode não fazer nada, mas num futuro pode resgatar alguns programas e até mesmo pessoas.

Pra terminar, deixo a minha minúscula contribuição com a Mtv. Uma pequena participação onde eu falo de fotografia e ética.

Vou sentir falta, mas saudades da Mtv eu já sentia a muito tempo.

Iron Maiden – 20 de Setembro 2013

Escrito 23 de setembro, 2013 por zap.br

Olá amiguinhos hoje vou falar sobre o último show do Iron Maiden aqui em São Paulo, que foi o mesmo show do Rock in Rio. Única diferença é que um eu estava lá e o outro eu vi pela tv.

Esse foi meu 5º show do Iron Maiden e discordo totalmente da máxima “quem já viu um já viu todos”, mudam algumas coisas, mas outras estão lá e justamente por isso você tem boas surpresas e ainda assim vê exatamente o que espera.

Confesso que estava inseguro sobre ir ou não nesse show. O preço estava alto e a taxa de conveniência encarecia mais ainda. Afinal eu devo ser um dos únicos trouxas que ainda compra ingresso sem ser de estudante. Mas um amigo foi até a bilheteria do distante estádio do Morumbi e comprou para mim sem a conveniente taxa.

Ghost, Slayer e Iron. Ok, ficou justo, vamos ver.

Mais um ingresso pra coleção. ;D

Mais um ingresso pra coleção. ;D

Na compra eu não sabia que estaria de férias, então não me preocupei muito com o Ghost, já havia escutado alguma coisa e não gostei muito e nunca entendi o frenesi sobre essa bandinha.

Mas de férias tudo muda, fui tranquilamente e cedo para o show. Deu tempo até de tirar foto com o Eddie – o monstro – e ficar papeando com os amigos antes do show começar.

Logo após o por do sol, começou a apresentação do Ghost e logo de cara a constatação que o som não estava bom. Inicialmente achei que era birra/implicância por causa da banda, mas o som estava baixo e mal equalizado.

Sobre o Ghost. Acho bacana essa história do visual, da aparência, de construir um espetáculo completo, teatral e com mais que a música, porém, a música é o ponto principal e também maior falha dessa banda. Essa coisa de mistério sobre os membros e todas as polêmicas só servem para esconder o fracasso musical. Oh como eles são extremos! Oh como eles são maus! Oh como eles tocam mal, mas ninguém da muita bola pra isso.

Enfim, se tivesse desconto para entrar depois do show do Ghost eu teria feito isso, afinal Slayer é uma banda que vale a pena pagar para ver.

Ah o bom e velho Slayer. Uma das primeiras bandas polemicas, agressivas e tudo mais. Mas sempre foram de cara limpa e boa parte da maldade a gente sabe que é parte do show.
Mas a banda está manca, sem o falecido Jeff Hanneman e o monstro Dave Lombardo a coisa ficou mais artificial. Talvez apenas uma percepção sugerida apenas por quem acompanha a banda? Talvez sim, mas alguma coisa faltava naquele show.

Claro, o SOM! O Slayer é uma banda mais crua, sem fogos de artifício, bonecos gigantes, mascaras e grandes efeitos teatrais. São uns caras tocando, mas como o som estava terrível, a banda ficou sem ter o que apresentar.

As primeiras músicas estão muito ruins e durante o show alguns ajustes foram feitos, mas nada que salvasse a apresentação. Em alguns momentos o som abria e ficava ótimo mas era rapidamente ajustado para pior novamente.

Ao final teve uma homenagem ao defunto/demitido Hanneman que soou um pouco forçada, já que algum tempo antes de falecer Jeff havia sido demitido da banda. Algumas pessoas podem dizer que ele estava doente, mas acho que não precisava demitir. Deixa o cara oficialmente na banda e é isso. Acabou ficando muito corporativo.

Restava o Iron Maiden. Conhecido pela excelência britânica. Pelo know-how acumulado de anos de estrada. Por todo peso que uma grande banda que arrasta 40 mil pessoas para um show tem. Claro que os problemas com som não iam se repetir.

Mas se repetiram, não só no show em São Paulo mas na transmissão do Rock in Rio.

Pratos, chimbal, bumbo, baixo, guitarra base … tudo foi sumáriamente cortado pela equalização/volume do som. Falando com algumas pessoas que estavam na pista vip, elas me falaram que o som não estava incrível mas estava bom.

Ou seja, agora a pista vip vai ter como “diferencial” você conseguir ouvir a banda? Fora da vip você fica com o que sobrar do som e é isso?

Acabou virando um show de imagens, fogos de artifício e imaginação. O que você não ouvia a sua memória sonora completava mentalmente.

O setlist foi o seguinte:

  • Moonchild
  • Can I Play with Madness
  • The Prisoner
  • 2 Minutes to Midnight
  • Afraid to Shoot Strangers
  • The Trooper
  • The Number of the Beast
  • Phantom of the Opera
  • Run to the Hills
  • Wasted Years
  • Seventh Son of a Seventh Son
  • The Clairvoyant
  • Fear of the Dark
  • Iron Maiden
  • -x-x-x-x-
  • Churchill’s Speech
  • Aces High
  • The Evil That Men Do
  • Running Free

 

O show foi uma homenagem ao grande Seventh Son of Sevent Son. Pra mim o melhor disco do Iron Maiden.

Menos melódico, mais sombrio e quase conceitual esse disco é uma obra prima na minha opinião.

Uma grande montagem de palco garantiu bem o clima do show, que acompanhou toda estética do disco e singles.

As grandes músicas desse show foram “The Prisoner”, “Phantom of the Opera” e “Seventh Son of a Seventh Son”. A Seventh teve uma reprodução da imagem interna que é uma das mais bacanas que o Riggs já fez.

Eddie do Seventh Son of Seventh Son

Eddie do Seventh Son of Seventh Son

Algumas pessoas estranharam o encerramento do show com “Running Free”, mas eu acho que ela é a música perfeita para terminar o show. Tem um tempo legal para fazer as apresentações e brincadeiras.

No show do Rock in Rio ainda teve um momento peculiar. Aproveitando a grande audiencia do festival o sr Bruce resolveu fazer um merchan da sua cerveja.

Ele disse que a cerveja dali era tão ruim que ele teve que trazer a sua própria. Fico imaginando se ele estava achando ruim um festival patrocinado da Heineken imagina se fosse um regado a Budweiser, Itaipava ou algumas das porcarias de milho que insistem em chamar de cerveja.

Claro que foi intencionalmente provocativo. Hoje li alguns comentários dizendo que o Iron Maiden nunca mais volta ao festival por ter irritado o maior patrocinador. Digo apenas isso: O Rock in Rio precisa do Iron Maiden e não o contrário.

Prova disso foi o show em São Paulo ter ocorrido dias antes e ter levado dezenas de milhares de pessoas. Tenho certeza que o festival sem Iron Maiden ia ter uma dificuldade muito maior para ser o sucesso que é. O Iron costuma fazer grandes shows mesmo fora do Rock in Rio e isso não seria diferente caso ele ficasse fora de uma futura edição.

Nine Inch Nails – Hesitation Marks (2013)

Escrito 4 de setembro, 2013 por zap.br

Bom vamos lá.

Disco novo do Nine Inch Nails, a minha banda do coração, Hesitation Marks.

O disco veio meio de surpresa junto com a volta repentina da banda de seus projetos paralelos, trilhas de filme, lua-de-mel e as outras bilhões de coisas que o Trent faz.

NIN Hesitation Marks

NIN Hesitation Marks

Pra mim, IMHO, o disco foi feito nas coxas em algumas semanas, gravado entre uma ou outra partida de Candy Crush ou em momentos em que a Sra Raznor não estava mandando o Trent tirar a toalha em cima da cama, abaixar a tampa do vaso e levar o lixo pra fora.

Sim amiguinhos, o Mr. Self Destruct casou, largou as drogas e encaretou. A música, como sempre reflete o momento do Trent, e que eu resumo em uma palavra: Rotina.

O disco repete um monte de coisas dos últimos trabalhos e tenho a impressão de um monte de “loops” prontos de algum software qualquer.

Pega um monte de “trechos” congelados, joga 30 minutos no microondas, coloca um molho qualquer e é isso.

Quase todas as músicas tem momentos bons, uns momentos muito bons que dá até pra acreditar que a música vai ficar excelente, mas ai esse momento acaba e a musica volta pra rotina.

No lançamento do primeiro single “Came Back Haunted” foi feito um clip dirigido pelo (oohh) David Lynch. Achei chato também.

Nem tudo é ruim no disco.

A arte é linda. É do Russell Mills, mesmo cara que assina a arte do The Downward Spiral e EPs/Videos daquela época.

Satyricon – Satyricon (2013)

Escrito 3 de setembro, 2013 por zap.br

Olá amiguinhos.

Outro disco novo de uma banda que eu também gosto muito: Satyricon.

Indo direto ao ponto achei o disco um pouco preguiçoso. Explico porque.

O disco não tem nome, não que o nome do álbum sirva para alguma coisa, mas normalmente acaba identificando aquela época ou um conceito. Acho um pouco pior do que pegar a melhor música do álbum e “batizar” o disco com ele.

Satyricon

Satyricon

A arte do disco é legalzinha, mas nada demais e também é fraca conceitualmente. Tem um cara com chifres, que parece muito a esfinge do Now Diabolical, galhos secos, outras coisas e umas cores fortes. Nada demais.

Por faltar um nome acho que a coisa fica solta, então, qualquer imagem serve.

Mas que se exploda isso o que interessa é a música, certo?

Ai que a coisa complica também.

As músicas são lentas, arrastadas e sem muita graça. Riffs pobres e sem muita criatividade. Bem distante do black/extremo o Satyricon repete a formulinha iniciada no Now Diabolical e Age of Nero, mas sem a mesma qualidade.

Exceto a música “Phoenix”, que não consegui reconhecer quem canta, mas se for o Satyr fiquei impressionado com seus vocais limpos e acho que é um caminho a ser explorado.

**update**

O vocal da “Phenix” é do Sivert Høyem (valeu Victor) não o conheço mas vou procurar mais do trabalho dele.

O disco no geral não é ruim, classificaria como um atmospheric-louge-blackened metal, não é extremo nem rápido e talvez por isso decepcione um pouco pra quem espera um Satyricon mais voltado para o black metal. Essa fase, ouso a dizer que não volta mais.

Amorphis – 05 de Fevereiro 2012

Escrito 12 de fevereiro, 2012 por zap.br

Olá pessoal, um pequeno review sobre o show do Amorphis que eu fiz originalmente para o Portal do Inferno.

Teremos momentos inesquecíveis juntos“. Foi esse o recado do baixista Niclas Etelävuori deixou aos fans em sua recente entrevista. Missão que o Amorphis cumpriu com maestria e perfeição em sua passagem por São Paulo.

Perception

Perception

A noite começou muito bem com a abertura da banda paulista Perception, mostrando um bom e tradicional heavy metal, perfeito para esquentar os ouvidos e abrir caminho para o Amorphis.

Muito bem organizado, os shows começaram nos horários e foram muito tranquilos, permitindo a todos que aproveitassem ao máximo o espetáculo.

Precisamente as 21 horas o sexteto finlandês Amorphis subiu ao palco, carregados e muito animados, incendiaram o lugar, após uma espera de mais de dois anos, os fans estavam ansiosos para ver mais uma vez.

Vocalista do Amorphis - Tomi Joutsen

Vocalista do Amorphis - Tomi Joutsen

As músicas foram cantadas a plenos pulmões por todos os presentes. A cada introdução de nota se ouvia a impolgação do público em estar ali fazendo parte daquele momento inesquecível.

O público participou efetivamente em todas as músicas, mas ao ser anunciada uma “das antigas”, os presentes foram a loucura, nos primeiros acordes de “Into Hiding” muitos não acreditavam que estavam lá e cantaram com mais entusiasmo e paixão.

O vocalista Tomi Joutsen sempre muito simpático e empolgado conversou bastante com o público e fez diversas brincadeiras com o público.
Perguntou aos seus amigos de banda se gostavam de Iron Maiden e os guitarristas prontamente dedilharam solinhos de algumas músicas, revelando o carinho do Amorphis pela Donzela.

Levou novamente o público ao delirio ao gritar apenas uma palavra: BLACK! Todos sabiam qual seria a próxima música e todo o peso e significado dela. Após sua execução perfeita, uma pequena pausa para a parte final do show.

Amorphis quebrando tudo!

Amorphis quebrando tudo!

A parte final que ainda reservava “My Kantele” um dos grandes clássicos da vasta carreira do Amorphis.

Assim foi mais uma brilhante apresentação do Amorphis e esperamos ve-los em breve.

Set List
*intro
Song of the Sage
Towards & Against
The Smoke
Sky is Mine
Aginst Windows/ On Rich and Poor
Sampo
You I Need
*Karelia intro
Vulgar Necrolatry
Into Hiding
Mejestic Beast
Alone
Black Winter Day

encore:
Silver Bride
My Kantele
House of Sleep

Clique aqui para ver as fotos que fiz do show do Perception e Amorphis.

Mania de perseguição

Escrito 29 de agosto, 2011 por zap.br

Não é de hoje que vejo isso acontecer, mas sempre quando algum lugar dito como “underground” fecha, aparece meia duzia dizendo que isso é um absurdo e um bla-bla-bla inflamado com teorias conspiratorias e um alarde a uma nova “caça as bruxas”.

Sinceramente, casas de show, bares, boates ou qualquer outro estabelecimento que não atenda as normas de segurança e as regulamentações tem que ser fechadas sim.

Fechadas, readequadas e abertas novamente, se forem aprovadas.

O problema disso tudo é que alguns desses estabelecimentos ficam muitos anos sem manutenção e vistoria e quando a bomba explode, o investimento necessário para reabrir a casa é inviavel para os administradores. O resultado disso é a casa fechada permanentemente.

Por trás de uma faxada “underground” e dita popular, muitos desses lugares arriscam a sorte em escapar de fiscalizações e o mais grave, algum acidente ou tragédia ocorrer.

Não é por acaso que diversas vezes vemos noticias de lugares que pegaram fogo, arquibancadas e mezaninos cairam, portas de emergencia falharam e algumas, as vezes muitas pessoas perderam a vida ou ficaram feridas por isso.

Eu me lembro quando anunciaram o fechamento da Ledslay. Algumas pessoas fizeram campanha para reabrirem a casa, que isso era um absurdo e que estavam “matando mais uma casa de show underground de São Paulo”. Sinceramente me pergunto a quantos anos essas pessoas não iam na Ledslay. Eu mesmo fazia mais de um ano que não ia.

Todos que frequentavam sabiam da precariedade do lugar. Banheiros sem nenhuma condição de uso, saídas de emergencia inexistentes e mais uma série de irregularidades que resultaram no fechamento da casa.

Se querem culpar alguém pelo fechamento da casa, culpem os donos/administradores dessas casas que mantém esses muquifos abertos e ignoram manutenções regulares, adequações e medidas de segurança que custam caro e diminuem a margem de lucro, mas, garantem o mínimo de segurança.

Olá pessoal como vão?

Bom enquanto novos shows e discos não são lançados, resolvi preparar uma pequena indicação de bandas não muito conhecidas mas que o som pode surpreender muito vocês.

Bem garimpando alguns blogs e a página de similares do last.fm achei algumas bandas bem interessantes.

Fen

Fen

Fen

Banda inglesa de black/dark metal formada em 2006 e ainda em atividade.
O som da banda é bem depressivo e sombrio e foge um pouco do blackmetal tradicional, com um som um pouco mais arrastado e mais lento.
As letras também fogem um pouco da temática tradicional falando sobre solidão, clima e natureza.

formação:

The Watcher – Guitarra, vocais,(Skaldic Curse)
Grungyn – baixo (Skaldic Curse)
Theutus – bateria (Antigone (Gbr), Skaldic Curse)
Æðelwalh – teclado (Wodensthrone)

discografia:

Ancient Sorrow EP, 2007
Onset of Winter Demo, 2008
The Malediction Fields Full-length, 2009

MySpace e Last.fm

Nachtmystium

Nachtmystium

Nachtmystium

Indicação do meu amigo Felipe Gastão, o Tofani, banda americana de black, heavy e experimental metal formada no ano 2000.
Com um som bem particular e até difícil de enquadrar em um estilo específico.
Por ter caracteristicas bem experimentais e inovadoras, pode dar uma cara nova e influenciar bastante novos estilos de metal nos próximos anos.

formação:

Blake Judd – guitar, vocals
Andrew “Aamonael” Markuszewski – guitar
Reid Raley – bass
Charlie Fell – drums
Sanford Parker – keyboards/synthesizers

discografia:

Reign of the Malicious (2002)
Demise (2004)
Instinct: Decay (2006)
Assassins: Black Meddle, Part 1 (2008)
Addicts: Black Meddle, Part II (2010)

Site oficial, MySpace e Last.fm

Wolves In The Throne Room

Wolves in the Throne Room

Wolves in the Throne Room

Banda americana também de dark/black metal, mas já com uma pegada um pouco mais tradicional. Bem influenciada pelo black metal norueguês Wolves da um sangue novo ao estilo, incorporando alguns elementos novos mas mantendo uma alta qualidade do som.
A banda é formada pelos irmãos Nathan e Aaron Weaver que gravam todos os instrumentos e em apresentações ao vivo contratam músicos para se apresentar.
A banda se diz contra a violência e diz que sua música é mais para uma meditação que violenta. Aaron Weaver diz desejar que as pessoas deitassem no chão e chorassem ao ouvir sua música.

formação:

Nathan Weaver – guitar, lead vocals
Aaron Weaver – drums, synth, bass, guitar

discografia:

Diadem of 12 Stars, 2006
Two Hunters, 2007
Black Cascade, 2009

Site oficial e Last.fm

The Agonist – 12 de Junho – 2011

Escrito 13 de junho, 2011 por zap.br

Dia dos namorados em São Paulo e um belo evento para animar muito o domingo.

A banda canadense The Agonist finalmente se apresentou e fez um show muito bom para uma platéia bem selecionada.

Mesmo com muitos boatos de adiamento por conta do vulcão chileno Puyehue e mudança de local, a banda se apresentou no Carioca Club para um público pequeno, mas muito animado.

A abertura foi pela banda EcliptykA, uma banda muito boa e que realmente me surpreendeu pela atitude e alegria.

Helena Martins - EcliptykA

Com as pessoas devidamente aquecidas foi a vez do The Agonist subir ao palco e acabar com qualquer dúvida, se é que alguém tinha, dessa nova geração do heavy metal.

Alissa White-Gluz

Alissa White-Gluz - The Agonist

A introdução foi com um trecho do Lago dos Cisnes cantado a capela pela bela Alissa White-Gluz seguindo principalmente com músicas do disco “Lullabies For The Dormant Mind”.

Pra mim os grandes destaques foram as músicas “Thank You Pain”, “Serendipity” e “Business Suits and Combat Boots”. Também gostei muito da banda perguntar em sua página do Facebook qual música as pessoas gostariam de ouvir no show.

Essa é uma prática que eu realmente gostaria MUITO que virasse moda.

Um dos pontos altos do show foi a tentativa de “wall of death” que Alissa puxou, infelizmente não tinham pessoas suficientes para fazer um belo wall, mas foi divertido de qualquer jeito.

Foi muito bom conferir ao vivo as variações de vocal da Alissa, ver como ela passa de um gutural à um vocal tranquilo e melódico.

Agora é aguardar o novo disco e quem sabe uma nova turnê em breve.

SLAYER – 09 de Junho, 2011

Escrito 10 de junho, 2011 por zap.br

Dia 09 de Junho, em uma bela e fria quinta-feira o Slayer voltou para São Paulo após quase 5 anos.

O Via Funchal estava completamente lotado, supresa para muitos que apostaram que o show estaria vazio por se tratar de um show no meio da semana.

A banda paulista Korzus abriu o evento agitando muito o público e preparando para o que estava por vir.

Gostei muito da atitude da banda, muito positiva, com um repertório bem pesado para nenhum amante do metal colocar defeito. Agradeceram várias vezes pelo imenso apoio do público, que acolheram muito bem os caras.

Ingresso do show do Slayer

Ingresso do show do Slayer

Após o Korzus o palco foi rapidamente preparado para o SLAYER.

O Slayer com seus 666 anos de estrada sempre opta por uma produção simples, sem muita firula, mas com muita atenção aos detalhes.

Infelizmente por algum problema técnico no final da “War Ensemble” o som falhou, mas a música acabou na garganta do público, uma versão bem interessante “a capela”.

Nada que prejudicasse o show ou esfriasse o clima, de qualquer jeito é um pouco chato que isso aconteça.

O setlist do show foi o seguinte:

  • World Painted Blood
  • Hate Worldwide
  • War Ensemble
  • Postmortem
  • Temptation
  • Dittohead
  • Stain Of Mind
  • Disciple
  • Blood Rain
  • Dead Skin Mask
  • Hallowed Point
  • The Antichrist
  • Americon
  • Payback
  • Suicide Mandatory
  • Chemical Warfare
  • Season In The Abyss
  • Snuff
  • South Of Heaven
  • Raining Blood
  • Black Magic
  • Angel Of Death

Uma das coisas que me impressionou no show do Slayer em 2006 e novamente esse ano foi a grande simpatia e interação com o público.

Mesmo que o Tom Araya não seja de longos discursos e “bate-papos” com o público, sempre rolam piadinhas e um grande respeito da banda toda com o público.

Os pontos baixos felizmente não tiveram nenhuma relação com a banda. Na minha opinião um show durante a semana é sempre pior, principalmente para os camaradas de outros estados e cidades que muitas vezes não podem vir.

O Via Funchal com seus problemas clássicos de organização da entrada e principalmente saída da casa também colaboraram negativamente.

Bem mais um excelente show, muito preciso e de altíssima qualidade.

Agora é aguardar o próximo, espero que não demore muito.