Micaretallica – A micareta do Metallica

Escrito 7 de fevereiro, 2010 por zap.br

Nos dias 30 e 31 de Janeiro uma das maiores bandas volta ao Brasil após 11 anos de espera. O Metallica veio e a cidade parou.

Ingresso do Metallica

Show lotado, ônibus e pessoas saindo dos quatro cantos do Brasil para ver uma banda de trash-metal.

Mas alguma coisa não estava exatamente certo. Havia reparado nisso no AC/DC e pensei com meus botões: deve ser por causa que AC/DC é uma banda mais clássica. Mas aconteceu exatamente igual no Metallica.

O público do show não era exatamente o tipo de gente que ouve Metallica, e nem digo das baladinhas ou músicas mais conhecidas da banda, haviam pessoas lá que pareciam NUNCA ter ouvido a banda.

Sinceramente quando entrava no fantástico estádio do Morumbi, fiquei preocupado em alguem me dar um abadá.

Vi cenas mesmo bizarras, bombadinhos de bermudão colorido, sem camisa tentando agarrar as mocinhas que passavam, puxando pelo braço. Um deles se deu muito mal pois a guria revidou e socou o ser. Devia ter pedido o autógrafo dela, mas estava tão pasmo que mal podia raciocinar.

Ai veio o Sepultura cover e algumas pessoas começaram a ensaiar passos de trance um agito x. É amiguinhos e amiguinhas, rebolation no Sepultura. Acho que ai a ficha de alguns micareteiros começou a cair: eles estavam na balada errada.

Ai veio o Metallica, abrindo com a chuta-bundas Crepping Death. O lugar obviamente pegou fogo e eu parei de prestar atenção no que os aliens do evento faziam. Tirando em For whom the bell tolls que alguém me perguntou se era uma música nova. Acontece, acho.

As músicas foram razoavelmente tocadas. O baterista Lars atropelou algumas passagens, e as músicas em sua maioria estavam aceleradas. Um pouco disso é até normal, normalmente a música fica um pouquinho mais rápida mesmo.

A novidade nesse show e que achei muito bacana foi a produção do espetáculo, fogos de artificio, chamas, iluminação muito bem trabalhada e um telão imenso no centro do palco. Fico feliz que as produções cada vez estão mais próximas com as grandes apresentações internacionais. Detalhes como em One, com muitos fogos de artifício e as imagens dos telões sendo exibidas em um dramático preto e branco.

O set-list foi o seguinte:

“Creeping death”
“For whom the bell tolls”
“The four horsemen”
“Harvester of sorrow”
“Fade to black”
“That was just your life”
“The day that never comes”
“Sad but true”
“Broken, beat and scarred”
“One”
“Master of puppets”
“Blackened”
“Nothing else matters”
“Enter Sandman”

Bis
“Stone cold crazy” (cover do Queen)
“Motorbreath”
“Seek and destroy”

Pra mim foi um set-list muito bem escolhido, poucas músicas ruins novas, muita coisa dos primeiros discos, mas no geral não agradou. Muita gente queria ver Fuel, Unforgiven, Memory Remains e outras porcarias que na minha opinião fiquei feliz de não ter escutado. Fiquei tão empolgado com o set list que fiz um gráfico, coisa de nerd:

No show de domingo parece que rolou algumas músicas mais poulares, mas rolaram duas músicas que eu gostaria de ter visto também: Fight Fire With FireWelcome Home (Sanitarium). Não se pode ter tudo né ?

Na saída do estádio haviam muitas barraquinhas vendendo material promocional da banda, nem cheguei muito perto para não ficar com vontade, pelo que tinha visto em shows anteriores, cobravam preços entre 50 e 75 reais por uma simples camiseta. Não, obrigado.

Já lá fora todos queriam beliscar alguma grana dos fans. Muitos ambulantes vendendo camisas, bandanas, bandeiras, faixas, adesivos e qualquer coisa que pudesse ter o nome da banda.

Nessas camisetas “não oficiais” se via de tudo, tinha uma camisa que havia uma foto do Trujillo tocando guitarra, acho que pra muita gente baixo e guitarra são a mesma coisa. E as irritantes camisetas “EU FUI”.

Não sei exatamente onde surgiram essas camisetas, mas agora elas infestam todos os shows. Uma coisa é ter a camiseta oficial da turnê, com as datas e locais, outra coisa é ter uma camiseta de qualidade ruim escrito “EU FUI”.

Mas o produto que eu mais gostei foi o CHURRASQUINHO DO METALLICA. Fiquei curioso o motivo daquele churrasquinho ser do Metallica, será que os gatinhos usados como matéria prima se chamavam Lars, James e Kirk ? Ou seria feito com o antigo baixista Jason Newsted. Achei legal e bem criativo, não sei se deu algum resultado, mas isso ficará com certeza na minha mente por toda eternidade.

Eu gostei muito do show, o set list me agradou, a produção me agradou, tocar Seek and destroy com as luzes acesas foi uma coisa surpreendente. Não superou o show de 99, mas existem muitos fatores e toda uma mágica em volta desse show que será muito difícil ser superada. O front-man James Hetfield agradeceu e se desculpou pela demora em fazer shows por aqui, disse que em muito breve quer retornar. Fico feliz quando bandas grandes tocam com uma certa frequencia aqui, é um estimulo para bandas menores se aventurarem por essas bandas e numa dessas podemos ver muita gente boa.

Até a próxima e muito axé pra vocês (LOL).

Feliz 2010!

Escrito 31 de dezembro, 2009 por zap.br

aqui tem uma foto bem legal


E lá se foi mais um ano.

Hora de arrumar espaço para coisas novas que 2010 irá trazer, então está na hora de deixar tudo de ruim pra trás.

Desocupe tudo aquilo que não vale a pena guardar. Abra espaço pois 2010 vai chegar com tudo, querendo muito espaço livre.

Feliz 2010

Henrique Zap.br Pimentel

Venom – 12/12/2009

Escrito 13 de dezembro, 2009 por zap.br

No dia 12 de Dezembro aconteceu em São Caetano do Sul um show fantástico da banda inglesa Venom.

A banda já veterana fez uma apresentação apenas que eu considerei timída para o porte da banda. Venom é uma das grandes influências do trash, death e black metal, sendo atribuído a eles a criação do termo Black Metal, provavelmente da música chave do album de mesmo nome de 1982. É isso ai, em 82 eles lançaram um álbum que chamava Black Metal e que fez a cabeça de muita gente explodir.

Venom - 12 Dezembro 2009O show abriu com esse que provavelmente é o grande clássico da banda. Algumas pessoas mal acreditavam e a pequena horda que lá estava urrava a plenos pulmões o refrão da música. Logo em seguida tocaram Wellcome to Hell, e dai em diante eu parei de tentar guardar as músicas de cabeça, o show se mostrava algo grandioso demais para perder qualquer detalhe.

Chronos, o vocalista da banda conduziu o show por quase duas horas sem dar trégua aos que compareceram, as músicas praticamente não tinham pausa entre elas, no máximo um pequeno agradecimento e a pancadaria recomeçava. Coisa rara até mesmo para bandas jovens, onde muitos shows a pirotecnia e jogadas de iluminação acabam sendo mais espetáculo que a própria banda.

O set list foi muito bem escolhido privilegiando músicas de todas as épocas do Venom, uma ótima pedida. Acredito que bandas que tenha uma carreira muito longa devam ter muito cuidado com seu set list para não tocarem apenas o trabalho novo, mas agradarem os fãns mais antigos.

Os pecados do show infelizmente não tiveram nada a ver com a banda. Mais uma vez a estrutura e divulgação foram bem falhos.

A casa claramente não havia preparo para um show grande. A solução foi fazer uma divulgação “meia boca”, salgar o preço dos ingressos e colocar em uma casa de difícil acesso. Como no show do Moonspell a obcessão dos organizadores em obter lucro máximo acabou por prejudicar um pouco o espetáculo. Uma coisa que não entendi foi que TODOS os ingressos foram colocados como “Meia entrada”, acredito que isso desrespeite todas as leis de incentivo a cultura e popularização de eventos. Uma manobra que evidência que esse sistema de incentivo é falho e acaba não cumprindo a sua função de tornar os eventos mais acessíveis, enfim, uma pena.

De volta ao show, no “bis” reabriram com In League With Satan, confesso que nessa hora meus pés já estavam destruídos e meu pescoço já pedia uma cartela de Dorflex, mas reúni minhas ultimas forças para agitar o fim do show.

[update]

Set list do show:

  1. Intro
  2. Black Metal
  3. Welcome To Hell
  4. Bloodlust
  5. Antechrist
  6. Hell
  7. The Seven Gates Of Hell
  8. Countess Bathory
  9. Buried Alive
  10. Straight To Hell
  11. Burn In Hell
  12. Possessed/Schizo/Live Like an Angel (Die Like a Devil) !
  13. The Evil One
  14. Resurrection
  15. At War With Satan
  16. Warhead
  17. Metal Black

encore

  1. In League With Satan
  2. Witching Hour

Algumas fotos do show:

O show tirando as falhas da organização foi perfeito e pelo ritmo da banda ainda teremos bons trabalhos durante alguns anos.

Moonspell

Escrito 29 de outubro, 2009 por zap.br

logo

Hoje venho indicar uma banda que confesso, não dei a atenção merecida nos últimos anos.
Apresento a vocês Moonspell.
A banda portuguesa surgiu em 1989 com o nome de “Morbid God”, lançando um demo com algumas poucas músicas. Em 1992 a banda muda o nome para Moonspell. Diga-se de passagem um nome bem melhor.
O estilo da banda é uma coisa difícil para se definir. Lendo por ai você encontra dizendo que a banda é black-gothic-experimental-bla-bla-bla-metal, uma porção de rótulos que servem bem mais para complicar do que para definir de fato o estilo musical da banda.
A banda, seguindo pelas letras e estilo musical é basicamente black-metal, mas com muitas fases de experimentos e mudanças de estilo. Tem um pouco de gothic-metal e um pézinho em coisas mais modernas. Gosto de comparar com o Ulver, uma banda black-metal-noruegues que um dia se desamarrou e foi cantar em outros jardins.
O black-metal do Moonspell não é aquele norueguês, segue um pouco mais a linha de vocais rasgados do princípio do black-metal, misturando vocais limpos com entonações teatrais.
Tematicamente a banda é bem versátil: desde temas satânicos, vapirescos, passando por zumbis (sick) e lobos, e uma pitadinha do folclóre português. Musicalmente, o Moonspell é pesado, agressivo, mas sabe combinar instrumentação folclórica, teclados e um pouquinho de modernidade sem sair muito do clima.

Discografia

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Wolfheart (1995)

Primeiro disco oficial da banda. Muito bem feito e trabalhado. Peca um pouco na produção que infelizmente não foi das melhores, mas nada que prejudique o álbum.
Destaque pras músicas “…Of Dream and Drama (Midnight Ride)” e “Trebaruna“.


Irreligious (1996)

Irreligious (1996)

Um disco mais puxadinho para o heavy-gothic-metal. Fernando Ribeiro usa mais vocais tenebrosos, deixando o gutural um pouco de lado.
Já da para perceber alguns experimentos e algumas quebras no estilo tradicional do black-gothic-metal. Me lembra, distantemente, alguma coisa do Theatre of Tragedy, bem distante.
Destaque pra música “Opium”.


Sin/Pecado (1998)

Sin/Pecado (1998)

Com a banda um pouco mais madura o Moonspell lança este grande álbum. Muito bem dosado entre o pesado e o liríco, letras boas e músicas muito bem feitas.
Não sei definir, seria injusto falar que esse álbum é mais do estilo x ou y, sinceramente é algo entre o gothic-dark-black-metal com outros elementos.
Destaque para as músicas “Handmadegod”, “2econd skin” e “EuroticA”.


The Butterfly Effect (1999)

The Butterfly Effect (1999)

O disco mais “moderno” do Moonspell, aproximando a banda do estilo avant-gard do Ulver. Também é o disco menos favorito dos fans de metal, justamente por ter poucos solos e ter abuso dos teclados e sintetizadores.
“Soulsick” é o destaque do álbum.


Darkness and Hope (2001)

Darkness and Hope (2001)

Esse disco marca a volta do Moonspell as origens. Vocais mais pesados e um pouco mais suave nos teclados.
Tem um cover de “Mr. Crowley” do Ozzy Osbourne, uma leitura interessante da música.
Destaque para a música “Firewalking”, “Os senhores da guerra” cantada em português de Portugal o que deixa a música bem interessante.


The Antidote (2003)

The Antidote (2003)

Volta completa ao metal mais pesado e sombrio do começo da carreira. Não posso dizer que seja um trabalho fantástico, mas não chega a ser ruim.
Destaque para a música título: “Antidote”.


Memorial (2006)

Memorial (2006)

Um álbum mais sinfônico e épico, muito sombrio e pesado com boas letras e bastante influência dos primeiros trabalhos.
Esse trabalho vendeu 10 mil cópias em Portugal, recebendo o certificado Gold da Associação Fonográfica Portuguesa, sendo a primeira banda de heavy metal a receber esse certificado.
“Blood Tells” é o destaque deste álbum.


Under Satanae (2007)

Under Satanae (2007)

Meu disco favorito do Moonspell, regravação e compilação dos trabalhos de início de carreira do Morbid God e Moonspell. Foi criado regravando as músicas do “Under the Moonspell” um EP de 1994 e os demo-tapes “Anno Satanae” e “Serpent Angel”.
Dai também veio o nome Under (the Moonspell) + (Anno) Satanae.
Indispensável esse álbum, destaques para “Tenebrarum Oratorium”, “Goat on Fire” e a clássica “Serpent Angel”.
Hail!


Night Eternal (2008)

Night Eternal (2008)

O último trabalho de estúdio do Moonspell, também o que eu considero ter a melhor capa e artwork. Felizmente o álbum reflete o excelente trabalho gráfico.
Músicas bem sólidas e muito bem trabalhadas, fico realmente muito contente quando uma banda chega aos vinte anos de carreira e consegue um trabalho maravilhoso como esse.
Conta com a participação especial da Anneke van Giersbergen, ex-Gathering, e que fez trabalhos com o Ayreon e Within Temptation, atualmente tem um projeto solo chamado Agua de Annique.
“At tragic heights” e “Scorpion flower” são as grandes músicas do disco.


O Moonspell atualmente esta em turne do seu último trabalho Night Eternal com a banda suéca Tiamat, e a boa notícia é que eles irão tocar aqui no Brasil no dia 17 de Novembro.
Ingressos á venda no ticketbrasil.com.br.
Eu com certeza irei conferir de perto e vou escrever um review bem legal do show.
Mais informações sobre o Moonspell

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

Escrito 29 de setembro, 2009 por zap.br

saobentoDepois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa.

E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento. Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.

Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui. Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.

Resenhado por Raphael Quatrocci

Seguindo a sugestão do Cardoso no Boteco São Bento, resolvi fazer esse post em apoio. Mas o pior de tudo é o video onde o gerente desse bar resolve agredir uma pessoa que ia tirar uma foto. Bizarro e desnecessário. Veja abaixo.

Já fui nesse buteco no Itaim, não curti o lugar, além do problema com o chopp – que quase nunca os garçons deixavam eu acabar – os preços eram caros por um lugar tão ruim.

Sinceramente, acho isso um absurdo. Se você não concorda com a opinião ou com a imagem que seu estabelecimento tem por ai, faça por onde muda-la.

Veja o que está de errado e coloque a casa no lugar, aproveite as criticas para melhorar e se superar.

Rammstein: Pussy – Apeletor mode on

Escrito 19 de setembro, 2009 por zap.br

Essa semana ocorreu o lançamento do primeiro single do novo trabalho do Rammstein: Pussy.
Eu já não gosto muito de single acho uma manobra chinfrim parar conseguir uma capitalização máxima, sugar até a última gota do que a banda tem a oferecer, e acho que nesse caso eles apelaram um pouquinho.
Vamos ao pai-dos-burros aprender o que é apelar:

apelar
a.pe.lar
(lat appellare) vti 1 Recorrer, buscar remédio para alguma necessidade ou trabalho: Apelou do farmacêutico para o médico. vti e vint 2 Recorrer por apelação a juiz ou tribunal de superior instância; interpor apelação: “Por que não apelar da sentença para o mesmo rei?” (Vieira). O advogado apelou. vti 3 Valer-se de alguém ou de alguma coisa: Se falhar o empenho, apelará para a luta. vti 4 Chamar em auxílio, invocar: “Apelo para os seus bons sentimentos” (João Ribeiro). vint 5 Esp Usar (o jogador) de recurso indevido, para resolver situação difícil.


Nunca pensei que uma definição do dicionário ia encaixar tão bem.
Sinceramente a música é fraca. Tá ela é divertidinha, mas acaba ai. O que fazer em um caso desse? Apelar é claro.
Para essa música fizeram do clip um filme pornô, bem explícito, com muitas cenas de sexo, sadomasoquismo, diretamente dos filmes pornôs. Tem um pouco a ver com a música, mas ficou bem clara a intenção de chocar e imediatamente após ser lançado já choveu de comentários. Foi um zum-zum-zum danado cheio de “oh, você viu o clip novo do Rammstein?”.
O clip obviamente será picotado e reeditado para ser transmitido na TV, mas sempre terá a “versão banida” ou a “proibidona”, o que atrairá a atenção de muitos curiosos, religiosos, associações de pais, grupos de bla bla e toda aquela coisa que vem junto com um clip polêmico.
E ai, quer conferir? Tire as crianças da sala e have fun!

Novo clip proibidão do Rammstein.

Novo clip proibidão do Rammstein.

Preparem as garrafas, ai vem o Nação Zumbi.

Escrito 12 de setembro, 2009 por zap.br

Então que lendo no UOL uma lista de bandas confirmadas para o Maquinaria Festival, me assustou ver a Nação Zumbi como banda confirmada para o primeiro dia do festival.
leva na cabeça nacao zumbi
Sinceramente achei que isso seria mais difícil de acontecer, principalmente depois do episódio com o Carlinhos Brown no Rock in Rio em 2001.
Para quem não se lembra, Carlinhos Brown foi altamente vaiado e levou uma chuva de garrafas plásticas, simplesmente porque estava no lugar errado.
Isso não foi a primeira vez que aconteceu, me lembro em 1998 que o Raimundos abriu para o show do Iron Maiden. Não levou garrafadas, mas levaram muitas vaias.
Não sei o que se passa na cabeça dos organizadores. Acho que olham para as bandas que possuem contratos e falam: “olha eles tem guitarras, vamos colocar lá também”
Somente despreparo ou falta de noção não justifica. Sinceramente é o trabalho deles saber o que cada banda toca e colocar bandas, no mínimo, semelhantes.
Pra mim é quase o mesmo de um mecânico não saber a diferença entre a peça X e Y.
Não quero entrar no mérito se a Nação Zumbi é uma banda boa. Resumindo: eu não gosto.
Fiquei extremamente insatisfeito de saber que vou ter q perder meu tempo ouvindo essa coisa.
Acho que para fazer volume a produtora acaba enfiando os pés pelas mãos e eu prefiro bandas boas a muitas bandas.
Se me encher muito o saco vou fazer igual em 2005 para o Nine Inch Nails, vou chegar bem tarde para não ter que ver essa abominação.


… e lá se vai meu 13° …

Escrito 28 de agosto, 2009 por zap.br

E ai está preparado para o segundo semestre de shows?
A agenda está lotada, os boatos estão correndo e ao que tudo indica, a chapa vai esquentar.
O segundo semestre começa com Children of Bodom e Amorphis que vão fazer show no dia 12 de Setembro. Ainda não decidi se vou, uma que vai ser na véspera do meu aniversário e outra é que não estou nada empolgado com Children of Bodom. O show deles em BH a uns anos atrás foi fraco e pra ser bem sincero acho o som deles bem razoável. O ponto positivo é o Amorphis que é uma banda boa e bem mais criativa.
Outro show confirmadíssimo é o do Faith no More e outros que vai acontecer no dia 7 de Novembro no Maquinaria Festival, com a participação de outras bandas entre elas Deftones e Janes Adiction. Esse o meu ingresso já está garantido.
Ai chega a parte dos boatos, não sei, não vi e não lembro onde li. Não é nada oficial, nem confirmado mas na lista estão AC/DC, Metallica, Machine Head, Katatonia e Emperor. Ficaria bem feliz se essas bandas viessem, mas só vou comemorar mesmo quando sair o anúncio oficial.
Já quase me esquecendo, o Zakk do Black Label Society divulgou no seu twitter que virá tocar aqui no final do ano. Mais um pra lista.
E ai, seu bolso e pescoso estão preparados?

Marilyn Manson – The High End Of Low

Escrito 31 de maio, 2009 por zap.br

marilynmanson-highendoflowMarilyn Manson está de volta.
No dia 26 de Maio foi lançado o seu novo trabalho: The High End Of Low. O sétimo disco de estúdio marca a volta de Twiggy Ramirez (Jeordie White) a banda. Twiggy fez uma temporada no Perfect Circle, tentou ser baixista do Metallica (sick) e passou a maior parte do tempo no Nine Inch Nails. Até dei tchauzinho para ele quando o NIN esteve em terras brazucas em 2005. Enfim esse passeio trouxe muitas boas influências e atribuo a qualidade desse álbum principalmente ao Twiggy.
The High End Of Low é ainda bem marcado pela dor de cotovelo eterna que o Mr. Superstar parece sofrer, também levar um pé na bunda da Dita Von Teese não deve ser alguma coisa fácil de se lidar.
Muito melhor que o Eat Me, Drink Me, o novo trabalho de Manson é sem dúvida o melhor disco desde o Mechanical Animals, alguns chegaram a dizer que era o melhor disco já feito do Manson. Desculpe-me mas superar o Antichrist Superstar vai ser bem complicado. O Antichrist é co-autoria do mestre Trent Reznor e Charlie Clouser, que compos e executou várias músicas, é uma obra prima que só seria superada se houvesse um reencontro. Improvável mas quem sabe um dia.
A capa do disco me lembra a contra-capa do Portrait of an American Family, que traz uma foto azul do Manson bem parecida.
Menos polêmico Manson nesse disco trabalha melhor seu lado mais humano e com muitas músicas acusticas e melosas. Um ou outro tapinha na cara.
Música a música vamos passar o The High End Of Low.

Devour

Música de abertura, quase uma intro. Mas já traz marcante a nova fase do Twiggy, me lembra muito as músicas do Perfect Circle, claro que adicionando o vocal poderoso do Manson.

Pretty as a ($)

Antes chamada de “Pretty As A Swastika”, o título foi censurado. Coisa da hipócrita sociedade americana. Pode vender bazooca para qualquer um sem nem perguntar o nome, mas coloca “Suástica” em uma música tua pra ver o que acontece.
A música é boa, relembra muito a fase agressiva e suja do Manson, gritos, gritos e uma letra bem feita.

Leave a Scar

Nietzsche sempre foi influência, mais claro que isso impossível. O que não te mata não te deixa mais forte, deixa uma cicatriz. E é isso.
A música é bem tranquila, tem até um violãozinho, até é gostosa de ouvir e acho que pode virar um single, ou pelo menos clip.

Four Rusted Horses

Me lembrou “I Put a Spell on You”, mas nem é. Essa música vai servir bem de trilha incidental do Fantástico ou Globo Repórter.

Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon

O primeiro single e essa sim, tapa na cara e soco no estômago.
Algumas pessoas são abençoadas com um certo dom, Manson tem o dom de falar FUCK e mandar a merda.
bscap0004Acho que ele deveria fazer mais isso, já que faz tão bem.
Tem até clip, tenho a impressão de que os clips do Manson estão ficando muito parecidos. Hey, liga pra Floria Sigismondi, ela faz um clip legal pra vocês.

Blank and White

A segunda melhor música do disco.
Não é ultramente pesada, mas é muito bem feita. Muitas variações de vocal, melodia bem feita, bem construída.

Running to the Edge of the World

Han? Achei que colocaram uma música errada no disco.
Alguém me explica o que é isso?
Sinceramente, muita choradeira. Ta certo que Dita era ultra-hot-fucking-gostosa, mas já deu.
Para de chorar!

I Want to Kill You Like They Do in the Movies

A música começa incrivelmente igual ao “Thirteenth Step” do Perfect Circle, o grande problema dessa música são seus eternos 9 minutos.
540 segundos de cut, cut, cut enche o saco. Espero que essa música fique apenas no disco, um show com isso ia ser insuportável.

WOW

Acorde, o disco recomeçou.
Ta que eu fiquei com Closer do NIN, sim é o comecinho de Closer e ninguém me tira isso da cabeça.
É uma musiquinha meio dor de cotovelo também, mas é animadinha e é safadinha, da pra deixar as mocinhas doidas, então ponto pra ela.

Wight Spider

Música fraquinha tem alguns riffs de Fundamentally Loathsome e de outras músicas do Mechanical Animals, plágio dele mesmo pode?

Unkillable Monster

Mais choradeira, baladinha e tals.
Não acrescenta em nada.

We’re from America

Outra música muito boa, bem política, tinha que ser mais pesada, mas provavelmente vai incomodar um pouco o perfeitos “amerikanz”

I Have to Look Up Just to See Hell

Bom, ela é bem confusa, tenta ser mais pesada e suja, mas não ficou bem encaixada. Quase.

Into the Fire

Mimimimimimimimimimi, Manson não sabe ser EMO, e acaba ficando chato.
Para de chorar…

15

Relembra muito a fase mais sombria do Manson, a música não é rápida ou ultra pesada, mas o clima dela é muito sombrio, bem ao estilo do Marilyn Manson mesmo.

O disco é muito bom, tem a choradeira ainda, mas espero que isso passe logo e a política volte a ser o grande inspirador do Manson.
Manson tem um dom de ser agressivo, sujo, de cuspir na cara, acho disperdício de talento ficar falando das desilusões amorosas dele.
The High End Of Low tem mais músicas boas do que ruins e as ruins nem são tão ruins assim, não combinam com o estilo do Manson, só isso.
Com certeza um dos grandes discos de 2009.

Heaven & Hell – São Paulo – 16/05/09

Escrito 19 de maio, 2009 por zap.br

Uma das quase unanimidades do mundo do heavy metal é que o Black Sabbath “inventou” o heavy metal.
A banda, uma das mais influente de todas, foi e ainda é inspiração direta e indireta em quase todos os estilos e variações do metal.
O grupo começou suas atividades em 1968, entregando ao mundo em 1970 o àlbum Black Sabbath, inaugurando, uma nova era na música.
A história do Black Sabbath é recheada de polêmicas, altos e baixos, mudanças de formação, brigas, separações e reuniões, reencontros fantásticos que sempre causam muito barulho na cena.
Um desses pontos altos foi quando Ronnie James Dio assumiu a difícil tarefa de “substituir” Ozzy Osbourne a frente dos vocais do Sabbath. Feito esse com muita competência e dedicação que garantiram ao Sabbath muitos discos de Ouro e Platina e principalmente um repertório grande de músicas ótimas.
Outro feito que também é associado ao Dio é ter popularizado o gesto do heavy metal: a mão de chifrinho.
Recentemente, o Sabbath se reuniu para lançar uma coleção com as melhores músicas da era Dio, chamada “The Dio Years“, como bonus essa coletânea ainda haviam algumas músicas inéditas para o deleite dos fans.
Essa reunião ainda rendeu mais frutos: um novo disco e mais uma turnê mundial.
A banda por questões judiciais se reunião sob o nome de Heaven & Hell, nome do primeiro disco gravado com Dio nos vocais do Black Sabbath e também um dos discos mais importantes da discografia do Sabbath.
São Paulo foi uma das cidades abençoadas com um dos shows dos grandes mestres do metal, lotando por completo o Credicard Hall.
O interessante de se observar um show desse porte é ver gerações e familias inteiras indo ao show pelo mesmo objetivo.
É ver representantes de várias vertentes do metal, saborear na fonte, onde tudo começou. Privilégio que poucas bandas tiveram.
A organização do show, por sua vez, pecou mais uma vez na falta de organização da entrada e saída. Nos preços altos dos ingressos, estacionamento, comida e bebida, e pela baixa qualidade técnica no som.
Infelizmente, os ajustes foram feitos durante a apresentação e só acertada pela terceira ou quarta música.
Nada que comprometesse o espetáculo, mas acho um furo tremendo a organização divulgar os “shows” do exaltasamba e Ney Matogrosso na espera do show. Será que eles já ouviram falar em público-alvo?
O quarteto Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinnie Appice subiram ao palco com quase 40 minutos de atraso, o que apenas aumentou a espectativa e ansiedade do público.

No repertório, músicas de toda “Era Dio”, desdo primeiro álbum até o trabalho mais recente “The Devil You Know“, fórmula perfeita para um show impecável do começo ao fim, provando a qualquer um que tivesse alguma dúvida, o por quê do Sabbath ser considerada uma das bandas mais importantes do metal.
O show abriu com Mob Rules, passou por I, Die Young, Time Machine e pela novíssima Bible Black.
Para concluir o espetáculo uma versão extendida e surpreendente de Heaven & Hell. No “bis”, Neon Nights ensurdeceu o público.
Mesmo carregando nas costas várias responsabilidades, a banda subiu ao palco demonstrando como se fosse seu primeiro show, como se aquilo fosse uma coisa que eles estavam fazendo pela primeira vez, respeitando o público não por toda uma carreira a seguir, mas pelo respeito e consideração de que após 40 anos de carreira, eles só estavam lá graças aos fans. Em retribuição a isso, os fans cantaram juntos e completaram todo o espetáculo.
Como um fan que estava próximo de mim disse: Black Sabbath é como vinho, mais velho, melhor.
O Whiplash também fez um review interessante do show do Heaven & Hell, vale a pena dar uma conferida.