Praticamente 3 meses depois de comprar meu ingresso o grande dia chegou, eu iria ver uma das minhas bandas favoritas ao vivo. E que grande noite me aguardava.
Fui acompanhado da Mellissa e da Cleo. A Mel eu a conheci por causa do Lacuna, então, já tinhamos uma história com a banda. Reclamamos juntos do setlist, da lonjura do lugar e principalmente da demora da banda vir nos abençoar.
Chegamos a casa pouco antes dos portões se abrirem, a fila chegava até onde não conseguíamos ver. Muitas pessoas esperando ansiosamente o grande evento.
A entrada foi muito tranquila, porém o show demorou muito para começar. Estava receoso que dias antes do show foi divulgado que haveria uma banda de abertura e isso ia mudar completamente os horarios. A banda não teve, mas no final das contas o horário foi alterado.
Outro ponto negativo foi a infeliz escolha de um DJ mequetrefe que além de “sambar” direto, não entendia o gosto musical das pessoas ali. Quando não colocava alguma coisa que não havia nada a ver com o público, colocava músicas genéricas que ao invés de preparar as pessoas para o espetáculo principal, acabou irritando os fãs.
Tudo isso ficou irrelevante quando a banda subiu ao palco, isso lá pelas 21 horas, bem atrasado para um show marcado para as 18 horas.
O Lacuna Coil entrou com a nova música “Survive”, onde o dueto Scabbia e Andrea funcionaram muito bem. Logo após tocaram “Underdog” e “Closer”. Músicas fraquinhas, mas que funcionaram muito bem e agitaram muito o público.
Um pequeno discurso da Cristina Scabbia abriu a “I’m Not Afraid”, a performance dessa música deu alguns pontos para ela e logo após “Fragments of Faith”, rolaram as clássicas e maravilhosas “1.19″ e a “Senzafine”.
Após a “I Won’t Tell You” Cristina fez uma homenagem as 3 últimas perdas do heavy metal: Ronie Dio, Peter Steele e Paul Gray, que faleceram recentemente. Ela dedicou a eles a “Heaven’s a Lie”, uma das melhores músicas da banda e que foi cantada massivamente por todos.
Com algumas trocas de roupa e uma simpatia absurda a banda superou e muito as expectativas. Estavam todos muito contentes a animados de estarem tocando para um publico tão receptivo e animado.
O setlist completo do show foi o seguinte:
Survive
Underdog
Closer
I’m Not Afraid
Fragments of Faith
1.19
Senzafine
I Won’t Tell You
Heaven’s a Lie
Fragile
Wide Awake
To The Edge
When A Dead Man Walks
The Maze
Swamped
Enjoy the silence (Depeche Mode cover)Encore:
Not Enough
Spellbound
Our Truth
Fiquei na parte de dentro da grade onde separa o palco e o púbico e pude ver muitas pessoas que estavam muito emocionadas em estar ali. Essa emoção toda com certeza fica marcada na banda, tanto que muitas bandas fazem questão de tocar por com uma certa frequência, deve ser difícil encontrar um público tão dedicado quanto o nosso.
Também tive a oportunidade de fazer algumas fotos muito boas que coloquei no Flickr e ilustrei esse pequeno review.
Ao final do show, Cristina agradeceu inúmeras vezes, pediu desculpas por não falar nosso idioma mas prometeu um breve retorno ao nosso país.
Estarei aguardando ansiosamente pelos próximos shows.











O show abriu com esse que provavelmente é o grande clássico da banda. Algumas pessoas mal acreditavam e a pequena horda que lá estava urrava a plenos pulmões o refrão da música. Logo em seguida tocaram Wellcome to Hell, e dai em diante eu parei de tentar guardar as músicas de cabeça, o show se mostrava algo grandioso demais para perder qualquer detalhe.